
Numa só palavra, como o já repeti diversas vezes, hipnótico! Os Massive Attack não tiveram a primeira parte do concerto realizada pelos Peeping Tom (a cargo de Mike Patton, ex-vocalista dos Faith No More), como estava previsto. No entanto, o desempenho do DJ-set presente (João Gomes, dos Spaceboys) mereceu os elogios e aplausos de todo o público. O Coliseu estava praticamente lotado (desde a plateia às galerias) e os fãs aguardavam ansiosamente o início do evento musical. O concerto iniciou-se com o tema FALSE FLAGS, seguido de RISINGSON. Dois temas fabulosos que foram ainda mais ampliados, musicalmente, com o desempenho incrível das guitarras; o que se verificou, também, em todo o concerto. O baixo e a guitarra tiveram os papéis de destaque nesta questão de transformar os temas que conhecemos tocados ao vivo. Partes finais dos temas faziam lembrar outros tempos, com instrumentais alucinantes e hipnóticos de algumas músicas dos Pink Floyd; ou então puro heavy metal que poderíamos classificar como "diabólico", acentuado pela dança enérgica de 3D.
O ideal mesmo era fechar os olhos e sentir as vibrações musicais apoderarem-se completamente dos nossos sentidos. O espectáculo de luzes, simples e de grande qualidade, acompanhou todos os momentos musicais de um modo adequado e, durante todo o concerto, estava um painel que transmitiu constantemente vários tipos de informações, como por exemplo o número de mortos civis no Iraque, o aumento da taxa de mortalidade infantil no mesmo país e o aumento da pobreza na Venezuela, entre outras. O ambiente "negro e fumarento" acentua o estilo trip-hop desta banda de Bristol. É de destacar, também, a grande qualidade de som apoiada por dois bateristas, dois baixistas e um teclista.
O ideal mesmo era fechar os olhos e sentir as vibrações musicais apoderarem-se completamente dos nossos sentidos. O espectáculo de luzes, simples e de grande qualidade, acompanhou todos os momentos musicais de um modo adequado e, durante todo o concerto, estava um painel que transmitiu constantemente vários tipos de informações, como por exemplo o número de mortos civis no Iraque, o aumento da taxa de mortalidade infantil no mesmo país e o aumento da pobreza na Venezuela, entre outras. O ambiente "negro e fumarento" acentua o estilo trip-hop desta banda de Bristol. É de destacar, também, a grande qualidade de som apoiada por dois bateristas, dois baixistas e um teclista. Quem acompanhou 3D (Robert Del Naja) e Daddy G (Grant Marshall) foram Liz Fraser (Cocteau Twins) que interpretou brilhantemente o tema TEARDROP e Horace Andy (bastante ovacionado pelo público, visto que é um dos grandes colaboradores dos Massive Attack). UNFINISHED SYMPATHY cantado por Debbie Miller em notas arrepiantes; ANGEL, por esta vocalista e Horace Andy, foi outro dos pontos altos do concerto, que nos elevava o espírito totalmente para outra dimensão. É de salientar, ainda, o tema novo interpretado por Horace Andy 16 SEETER, que fará parte do álbum a sair em 2008.
Saímos do concerto com vontade de tomar rumo ao Porto, comer uma Francesinha e esperar por outra noite memorável que irá ser também a de hoje.
Saímos do concerto com vontade de tomar rumo ao Porto, comer uma Francesinha e esperar por outra noite memorável que irá ser também a de hoje.
Bom concerto a quem vai assistir.


