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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

CÍRCULO COMPLETO

EnroLo-mE.
Nua.
Tua.
Na onda
Do teu sabor.
Em cada palavra
Trazida
Do alto-mar
Do teu corpo.
Percorro-o.
Com os dedos
Do Tempo.
Sem tempo
Para contar
Onde te começo
E onde te acabo.
Carta por acabar.
Em ti não navego.
Vivo docemente à deriva
Apenas com âncora
Presa
No coração que ainda julgas teu:
Enquanto me tomavas
Troquei-o pelo meu.
E somos na rede do Destino
Conquista e conquistador
De contornos
Esbatidos
Um no outro.
Puxo
O pôr-do-sol da tua pele
Fio que nunca acaba
Ao longo das estações.
Entrelaço-te no meu caminho
Que descobres com labaredas soltas
Caindo como desejos
Em vez de estrelas cadentes.
Conheço-te de Ontem
No Amanhã que despe os beijos
De todos os seus sentidos.
O círculo está completo.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

FELIZ ANIVERSÁRIO, LUÍSA!!

"...aproxima-te que eu vou contar-te um segredinho...
O único tema comum às várias teorias populares acerca do sentido da vida é o amor. O amor, sob todas as suas formas mais frágeis, é a única força poderosa e constante que traz um sentido autêntico à nossa vida quotidiana.
É claro que não estou a falar do amor romântico e cor-de-rosa, embora ele também seja bastante poderoso. Está provado que um coração partido dói mais do que deitar sumo de limão numa ferida aberta. O amor de que estou a falar é o fogo que arde dentro de cada um de nós, aquele calor interior que impede que a alma morra de frio no inverno do desespero. É o amor da vida em si.
É aquela vozinha que diz: "celebra a vida; sê criativo!" Traz consigo a paixão e faz-nos compreender que há muitas coisas na vida pelas quais vale a pena morrer, mas há muito mais coisas pelas quais vale a pena viver.
Encoraja-nos a saudar cada momento tal como saudamos um amigo que não vemos há muito e a aproveitar todas as oportunidades para nos exprimirmos de uma forma que nos faça sentir felizes por estarmos vivos.
Este amor pela vida leva-nos a ajudar os outros apenas por isso saber tão bem."




in O SENTIDO DA VIDA


de Bradley Trevor Greive


Lu, estás a ver de onde retirei estes excertos de frases?! De um livro que me deste há uns 3 anos atrás. Dele retirei alguns tópicos apenas para te oferecer, juntamente com um beijo grande de PARABÉNS neste dia em que comemoras o teu aniversário. É sempre uma alegria enorme poder partilhar estes momentos especiais com as pessoas, também especiais, das nossas vidas. Por isso, AMIGA, CARPE DIEM! Faz uso da energia poderosa que tens dentro de ti, e com a qual vais transformando a vida dos que estão à tua volta e...BRILHA ainda mais!!
Tudo de bom para ti. E "BOA SORTE" a tocar aqui na TEIA para ti!
E para quem for passando...

sábado, 29 de setembro de 2007

SOMOS SÓ...?!?!?!...

ix. todos nós somos duplos, o que somos e o que não somos. para além disso, no que somos, somos a cápsula simultânea do bem e do mal, como o dr.jekyll e o mr.hyde. pelo que é estranho que seja já tarde quando nos descobrimos, quando descobrimos que os monstros também somos nós.”xix. todos nós somos duplos, o que somos e o que não somos. para além disso, no que somos, somos a cápsula simultânea do bem e do mal, é por isso que por vezes nos assoma o desejo de termos um irmão gémeo que seja o nosso lado mau, o monstro que nos habita e que não conseguimos ser honradamente.”

in apontamentos para monstroário
de constantino corbain

xxx

Acréscimo ao post de Sábado: Hoje (dia 1 de Outubro) é DIA MUNDIAL DA MÚSICA! Que haja sempre... sem Ela como conheceríamos a harmonia do Universo à nossa volta?! A nossa banda sonora pessoal!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

CINEMA NA TEIA: STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA CADENTE

FICHA TÉCNICA: Stardust - O Mistério da Estrela Cadente
Título original: Stardust
Realizador: Matthew Vaughn
Elenco: Charlie Cox, Claire Danes, Robert De Niro, Sienna Miller, Michelle Pfeiffer, Jason Flemyng, Sarah Alexander, Ben Barnes, Peter O'Toole, Henry Cavill, Rupert Everett, Dexter Fletcher, Ian McKellen e Mark Stevenson
Classificação:M/6
Ano: 2007
País: Reino Unido e Estados Unidos
Género: Acção, Aventura, Drama, Fantasia e Ficção Científica



A fantasia cai como uma estrela cadente no centro dos nossos corações, numa versão transformada, subvertida, mágica e divertida das típicas personagens dos contos de fadas. Não vão ver o filme esperando ver a sétima arte das vossas vidas; mas esperando passar uma parte do nosso dia-a-dia alheados ao que nos rodeia, experienciando momentos fantásticos, de efeitos especiais muito bem trabalhados.
Stardust: O Mistério da Estrela Cadente é um filme baseado no romance “Stardust”, de Neil Gaiman. Dois mundos paralelos se
parados por um muro. No mundo real, numa aldeia vitoriana, vive Tristan (Charlie Cox) que é apaixonado por Victoria (Sienna Miller), uma jovem bela mas superficial. Para conquistar o seu coração, Tristan promete-lhe trazer-lhe a estrela cadente que ambos assistiram despenhando-se no céu. Contudo, Tristan teria de atravessar o muro proibido e entrar em Stormhold, uma espécie de reino encantado, habitado por seres fantásticos, bruxas poderosas, caçadores de relâmpagos e príncipes assassinos.
Já no local da queda da estrela, Tristan descobre que a
estrela é uma bela rapariga (Claire Daines), chamada Yvaine e que é portadora de uma jóia que determina quem será o rei de Stormhold. Perseguem-na os príncipes assassinos (assim como os príncipes fantasmas, que são uma das partes cómicas do filme!), procurando obter o poder do reino; perseguem-na também três bruxas sinistras lideradas pela maquiavélica Lamia (Michelle Pfeiffer), em busca da juventude e belezas eternas. Uma das personagens importantes (e interessantes) na acção é desempenhada pelo Capitão Shakespeare (Robert De Niro) que lidera uma espécie de barco-zeppelin, com uma tripulação de piratas, atravessando os céus para caçar relâmpagos. Ao longo desta aventura, Tristan que pretendia oferecer Yvaine a Victoria, como havia prometido a esta última, vai descobrindo o conceito de AMOR INCONDICIONAL.

Experimentem o filme no sentido de “colorir” um pouco o vosso coração com uma bela história encantada, com paisagens fantásticas (gravadas na Escócia e na Islândia) e um desempenho notável destes grandes actores.

MAKE A WISH...AND DARE TO DREAM!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O QUE É QUE TROCAMOS?!

Troco um sopro
Troco um beijo
Por um sonho
Por um desejo
Dou as asas
A varinha de condão
Ergo as armas
Que estão ali à mão
O dia-a-dia do cansaço
Veste, assim, o corpo despido
Saio com as dores no regaço
E com o coração ferido
As luzes fechadas que caem dos céus
São anjos soltos da mão de Deus
São palavras nuas, sem véus
Costurando esta Teia
Caminho sobre este altar
De cimento e de concreto
Escuto os deuses à janela
Que me fazem um pedido secreto
Que não acredite em tudo o que vejo
Sem olhar, primeiro, a sua alma
E se esta, entretanto, me der um beijo
Aí vive um Príncipe e não um Sapo.


susana júlio

xxx

Mel, amiga, o "Blogspot" beija o "Sapo", em sinal de reconhecimento! ;)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

QUEM SÃO OS ANJOS...

I

Ouviste?
Sou um anjo triste
Que perdeu a sua voz.
Não me vês.
Mas sou eu
Quem te dá a mão
Quando estás a sonhar.
Não me sentes.
E sou eu quem te molda
E faz nascer,
Do barro
Que deixei
Há muito tempo atrás.
A tua vida
Corre com os meus dedos
Uma estrada por caminhar.
Ainda não me ouves?
Não faz mal.
A felicidade espera
Por quem sabe sonhar.


II

Esperas por mim, Cassiel
Quando te fores embora?
Leva-me contigo, Cassiel.
Dá-me asas brancas
Para te acompanhar.
Dá-me céu para cultivar
Uma esperança
De qualquer coisa melhor.
Vela-me, Cassiel.
Ter algo de verdadeiro
Para dar ao mundo.
Aquele que me quiser.
Queres-me tu, Cassiel?
Dá-me asas para voar.
Na tua cegueira terrestre
Serei teus olhos humanos.
Dá-me pureza.
Dá-me a mim, Cassiel.

Susana Júlio


in RISCOS QUE FICARAM NO TEMPO/ JOGO DE ESPELHOS
de Susana Maria Júlio e Carmen Zita Ferreira.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

UM PRÉMIO E UM DESAFIO!

Hoje foi um dia de “varrer as teias aos cantos da casa e do espírito”! Colocar pontos nos i`s e pequenos caos em alguma ordem. Assim, a Teia não podia deixar de ser uma excepção!
Ainda em Agosto, a Teté, do Quiproquó, atribuiu à Teia este prémio/ nomeação do SCHMOOZE (mais uma vez, obrigado Teté). Os blogs seleccionados têm de corresponder a um determinado perfil e, pelo perfil caracterizado pelas “regras”, eu teria de voltar a nomear o Quiproquó, tipo efeito de ricochete!
Regras?! Que regras?

1) Bem, o blog, ou o bloguista, tem de ter uma filosofia de convívio, promovendo o diálogo "interbloguístico" e não apenas monólogos nos comentários.
2) Aquele que recebe esta nomeação, tem de escrever um post que desencadeie uma nova lista de 5 blogs que estejam dentro desta onda!
3) Temos de acrescentar um link para o post que nos “indiciou” com esta nomeação e referir também a origem deste prémio que pertence ao Mike, do Ordinary Folk (
http://thingsbymike.com/).
4) E isto não é regra, é opção: exibir orgulhosamente esta nomeação com um link para o post escrito.

Pronto…agora é a parte da escolha dos próximos elos desta cadeia. Acima de tudo, é bom referir que o espírito da Teia sempre foi este da partilha, da aprendizagem, do conhecer mais, do escutar mesmo que sendo virtual, do brincar e, fundamentalmente, em jeito de manta de retalhos ou manta de fios, ir construíndo um local acolhedor…aquele cantinho que se assemelha ao amigo com quem se está um pouquinho, num café ou noutro local, a conversar um pouco. Por onde passo, noutros blogs, procuro, sem querer, essa cadeira amena ao sabor do café virtual. Penso que não posso atribuir este prémio ou nomeação a blogs que já o tenham. Se assim não fosse haveriam uns quantos que voltariam a ter o prémio, como o Quiproquó, O Universo e Borboletas, A Papoila, Ana Scorpio, Canto do Desconhecido, Rafeiro Perfumado, entre outros… Mas há mais, felizmente, alguns mais, nos quais encontro este ambiente SCHMOOZE. Se nomear algum que já tenha o dito prémio peço, desde já, desculpa pela falta de atenção.
Sendo assim, os outros 5 blogs são:
* Noite de Mel;
* Impulsos da Alma;
* Taradisses;
* Somente Bia;
* Mixtu.


Mas há mais, como disse anteriormente, felizmente alguns mais!

xxx

Agora o desafio que me foi lançado pela Borboleta, a amiga aqui do lado, achei-o extremamente interessante e divertido:

1. Pegar no livro mais próximo;
2. Abri-lo na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Colocar a frase no blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo);
6. Passar o desafio a cinco pessoas.

Olhei assim pela secretária. Existe nela uma pequena estante que dá albergue a uns quantos livros. P
rocurei aquele primeiro livro, assim à mão de semear, que pelo menos teria as 161 páginas e retiro a frase de O SAGRADO E O PROFANOA Essência das Religiões, de Mircea Eliade: “Mas estes jardins em miniatura, que se tornaram objecto de predilecção para os estetas, tinham uma longa história, até mesmo uma pré-história, onde se mostra um profundo sentimento religioso do mundo.”
Passo o testemunho, também, a mais 5 pessoas:
* à Teté, do Quiproquó;
Amália, do Through my Eyes;
*ao Taliesin , do The Spiral;
* ao Poeta_Vagabundo, do Pensamentos_Vagabundos ;
* à tonsdeazul, do Tons de Azul.
No entanto, quem quiser passar por aqui e deixar a frase que “lhe calhou”
satisfaz a minha curiosidade!
Assim, por exemplo amiga CZ, estendo-te a ti, também, este desafio…

: )

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O OUTONO

O Outono é um peão do Inverno,
Chega e reparte cartas,
Desnuda as árvores e os sentimentos,
Veste de cinzento a imagem momentânea,
Do poente e, no fardo descaído das tardes,
Fulmina as folhas, que planeiam, rendidas,
Como aparições sem volume,
Incumbidas de designar,
O gesto intolerável de uma impotência e uma derrota.


Nos decepcionará a primeira imagem,
Do ignóbil que oferece,
O Outono é unicamente um peão do Inverno.


As minhas estações são aqui, na minha ilha,
O mito do idêntico: “um eterno verão”,
E o Outono é o cinzento.
O leito pródigo das folhas,
A larguíssima soma de uma tristeza,
Mais além do espaço em que habitas,
À distância de um pensamento.


Enquanto no Verão tudo é inocente,
No Outono tudo é sombrio,
Também, não se anuncia cerimonialmente,
Como a primavera que surge simplesmente,
Deixando-nos instalados na perplexidade de que o tempo se desvaneça.


Não se pode duvidar que o Outono,
Possui o mais assombroso poder de transformação,
Figura inteligente que altera,
A natureza, o homem e a mulher,
Move sentimentos, arranca amores,
E nos deixa desnudos diante o frio da solidão.


poema por Taliesin
Noutras culturas, noutros tempos, celebrava-se, hoje, a Festa de Avalon, ou a Festa das Colheitas ou o Mabon (terminologia celta). Era pedido a Mabon ou a Angus (Deus do Amor) a harmonia no Amor e a protecção para as pessoas amadas. A Roda está em equilíbrio entre a Luz e a Escuridão, O Verão e o Inverno... Faça-se os altares enfeitados com sementes e forrados com folhas secas. Agradeça-se o que se tem (mesmo que nos pareça ser pouco) comparado com aquilo que os outros precisam e não têm...e os antepassados, guias e espíritos familiares deixarão os seus conselhos.
Guiem-se pela Noite e detenham-se no brilho da Lua dos céus de hoje...
As suas bençãos para todos vós!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

LETRAS E PAPEL

Olha como esperam por ti!
Olha como te fitam
como se sempre tivessem sido o teu horizonte!
Vê como te chamam,
como se transformam em fonte,
pequena ribeira, longo rio e parte do teu mar.

Olha como é espantoso o apelo,
como é persuasivo
e como enfrenta a indiferença das tuas mãos!
Olha como és cativo
dos seus domínios pagãos,
da sua força divina e do seu poder de encantar.

Final inevitável: Rendição.
Postura espectável: Desarmar.


poema por Carmen Zita Ferreira
fotografia por Nuno Abreu

terça-feira, 18 de setembro de 2007

HIPNÓTICO!

Numa só palavra, como o já repeti diversas vezes, hipnótico! Os Massive Attack não tiveram a primeira parte do concerto realizada pelos Peeping Tom (a cargo de Mike Patton, ex-vocalista dos Faith No More), como estava previsto. No entanto, o desempenho do DJ-set presente (João Gomes, dos Spaceboys) mereceu os elogios e aplausos de todo o público.
O Coliseu estava praticamente lotado (desde a plateia às galerias) e os fãs aguardavam ansiosamente o início do evento musical. O concerto iniciou-se com o tema FALSE FLAGS, seguido de RISINGSON. Dois temas fabulosos que foram ainda mais ampliados, musicalmente, com o desempenho incrível das guitarras; o que se verificou, também, em todo o concerto. O baixo e a guitarra tiveram os papéis de destaque nesta questão de transformar os temas que conhecemos tocados ao vivo. Partes finais dos temas faziam lembrar outros tempos, com instrumentais alucinantes e hipnóticos de algumas músicas dos Pink Floyd; ou então puro heavy metal que poderíamos classificar como "diabólico", acentuado pela dança enérgica de 3D. O ideal mesmo era fechar os olhos e sentir as vibrações musicais apoderarem-se completamente dos nossos sentidos. O espectáculo de luzes, simples e de grande qualidade, acompanhou todos os momentos musicais de um modo adequado e, durante todo o concerto, estava um painel que transmitiu constantemente vários tipos de informações, como por exemplo o número de mortos civis no Iraque, o aumento da taxa de mortalidade infantil no mesmo país e o aumento da pobreza na Venezuela, entre outras. O ambiente "negro e fumarento" acentua o estilo trip-hop desta banda de Bristol. É de destacar, também, a grande qualidade de som apoiada por dois bateristas, dois baixistas e um teclista.
Quem acompanhou 3D (Robert Del Naja) e Daddy G (Grant Marshall) foram Liz Fraser (Cocteau Twins) que interpretou brilhantemente o tema TEARDROP e Horace Andy (bastante ovacionado pelo público, visto que é um dos grandes colaboradores dos Massive Attack). UNFINISHED SYMPATHY cantado por Debbie Miller em notas arrepiantes; ANGEL, por esta vocalista e Horace Andy, foi outro dos pontos altos do concerto, que nos elevava o espírito totalmente para outra dimensão. É de salientar, ainda, o tema novo interpretado por Horace Andy 16 SEETER, que fará parte do álbum a sair em 2008.
Saímos do concerto com vontade de tomar rumo ao Porto, comer uma Francesinha e esperar por outra noite memorável que irá ser também a de hoje.
Bom concerto a quem vai assistir.