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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

AUSTRALIAN PINK FLOYD




Foi ontem, dia 3 de Fevereiro, na Aula Magna em Lisboa, que tive a oportunidade de assistir a um excelente espectáculo musical. Estive a usufruir ainda de uma prenda de Natal (já te agradeci imensas vezes, Taliesin, esta é ainda outra: Obrigado!). Os Australian Pink Floyd existem desde 1988 e são “apadrinhados” por David Guilmour. Inclusive chegaram a actuar nas celebrações do 50º aniversário de Guilmour, em Londres a pedido deste. São apelidados pelos Aussie Floyd (www.aussiefloyd.com) e são membros da banda: Steve Mac (voz e guitarra); Damian Darlington (voz e guitarra); Colin Wilson (voz e baixo); Jason Sawford (teclados); Paul Bonney (bateria); e três excelentes vozes femininas, das quais destaco Bianca Antoinette. Foram duas partes de concerto com direito a intervalo (nunca tinha assistido a tal!), visto que a banda é adepta de umas quantas cervejas! Sala cheia, espectáculo de luzes e de imagens ao nível do que é possível em termos de capacidade desta mesma sala, um som sem distorções e perfeitamente nítido, e a música e vozes cópias perfeitas dos originais Pink Floyd. Fechávamos os olhos e parecia estarmos a escutar um original! Impressionante e diversas vezes arrepiante. Colin Wilson em harmonia com a voz de Roger Waters e Steve Mac, assim como Damian Darlington, as vozes de Guilmour! Como disse, bastava fechar os olhos. De destacar os instrumentos de sopro, as cordas e os teclados…as vozes femininas, como disse ali em cima, a de Bianca especialmente, levou o público ao rubro, com as potencialidades da mesma ao vivo! Quase duas horas e meia do som psicadélico, alucinado, intimista, poético e quase impossível de distinguir dos verdadeiros Pink Floyd. As imagens digitais projectadas atrás da banda e que acompanhavam os temas musicais não eram de grande qualidade mas davam azo à alucinação das letras, complementando-se perfeitamente uma com a outra. As cabeças dos martelos do The Wall aqui são substituídas por cangurus; aliás, são frequentes as alusões à Austrália, quer em imagens quer em algumas sonoridades que se descobriam algures por lá! O público aplaudiu em pé alguns temas e pediu, entusiasta, um encore que nos foi dado com Run Like Hell. Muitos temas forma tocados, dos quais destaco: Time; Set The Controls For The Heart Of The Sun; Another Brick In The Wal part I e II; The Great Gig In The Sky; Sheep; Money; Wish You Here; Learning To Fly; Mother, entre outros.
Saí da Aula Magna com vontade de continuar no concerto.
Entretanto, hoje andava a ver se dava conta de alguma crítica à noite de ontem e encontrei uma no Disco Digital, por João Gonçalves ,
com o título: “Australian Pink Floyd: É Carnaval, Ninguém Leva a Mal!”. Ora, este senhor, que deve levar muito a peito a sua tarefa de criticar na acepção mais básica e comum do que é criticar, optou por dizer mal de um evento, precisamente por ter corrido tão bem! Vamos lá a ver…então é assim: Os Australian Pink Floyd, por tocarem de um modo tão idêntico e perfeito quanto os Pink Floyd, são acusados de serem umas cópias tipo máscaras,que até calham bem porque estamos na época delas. São “uns australianos numa espécie de Chuva de Estrelas em domingo à noite dedicado aos Pink Floyd…", disse ele. Pois quanto a mim, Sr. João, ainda bem que estes australianos se dignaram a iniciar a sua tournée aqui em Portugal, ontem, pois assim tive o prazer de conhecer esta excelente e reconhecida banda de tributo; para além de me fazerem recordar o quão magnífico foi o concerto dos Pink Floyd há mais de dez anos atrás, em Alvalade; sendo que, desta forma, deu para “matar um pouco das saudades da minha banda de eleição. E já que os Pink Floyd não vêm cá ao menos que decida passar por cá alguém que nos lembre deles. E não, Sr. João, não nos esquecemos de Guilmour, Nick Manson, Richard Wright e Waters nem os confundimos com os vocalistas dos Aussiefloyd (apesar da qualidade das vozes também destes últimos!).
Segundo, Sr. João, parece-me muito mal ir a um espectáculo musical e sair de lá a criticar o público por também ter estado impecável, à imagem e semelhança da banda! Digam-me lá se isto não é criticar por criticar?! Ou então, sendo um pouco mazinha, má-vontade?! Voltou a dizer o Sr.João: “Impressionante é ver a reacção da plateia que vai reagindo como se ali estivessem Guilmour, Nick Manson, e Richard Wright... Já nem falo em Roger Waters no mesmo palco.” ou “Não era caso para se pedirem músicas nos intervalos silenciosos, e para se exigir um encore daquela maneira histérica. De qualquer maneira o povo é que sabe…” e ainda “O povo à saída da Aula Magna comentava que «isto merecia era um Pavilhão Atlântico...», sendo que «isto» foi o musical a que tinha acabado de assistir. E se o povo aprova... Mesmo porque já diz o provérbio: é carnaval ninguém leva mal!”. Pois é Sr. João…o povo gostou e manifestou a sua humilde e franca opinião. Parece-me algo perfeitamente lógico fazê-lo em situações de agrado e afins, não?! Ou seria uma questão de bom tom e de etiqueta dar um par de aplausos e dizer “Que caturreira! Então vá…”?! Pois é Sr. João, o povo gostou (eu até comprei uma t-shirt preta com um canguru cor-de-rosa à frente, e as datas dos concertos atrás! Bem à portuga, não?!) e aqui este membro do povo não consegue perceber a pertinência nem a lógica de se fazer uma crítica a criticar tudo o que correu bem…por correr precisamente bem!
Sr. João, pois olhe, a mim ninguém me paga para criticar; seja como for elaborei aqui a minha humilde crítica, construtiva ao espectáculo que assisti ontem. O único senão em todo o concerto foi uma das portas laterais do palco que estava constantemente a abrir e fechar, para dar entrada ou saída aos membros que estavam em palco…e podia estar tapada por um cortinado negro de maneira a não se notar.
Mas, provavelmente, Sr. João, o senhor estava a mascarar-se de crítico musical…e eu é que levei a sua crítica demasiado a sério. Esqueci-me, por momentos de que é Carnaval…e se o seu disfarce é de crítico musical…não faz mal…ninguém leva a mal!

Encontramo-nos na crítica do concerto dos Portishead em Março!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

O Mar imenso de solidão que me invade o peito… Os torvelinhos de pó das cinzas que cai da minha mão…
O Guarda-Chuva que se equilibra numa outra…
As nuvens que se bailam pelo céu, nas alturas…
Os farrapos vermelhos que visto, para colorir a minha pele esbranquiçada
O barco de papel que aguarda que uma onda gigantesca se suavize para o fazer flutuar e navegar,
Num rumo sem direcção certa…
Os tons azuis e acinzentados que se escorrem como lágrimas na parede,
as riscas verticais aprumadinhas em volta do
Quadro Perfeito dos meus Sentires!!!

Texto por OP. LOUCA ( blog: River of Emotions). Mais um texto, dos vossos, retirado do antepenúltimo post aqui da TEIA: IMAGEM PROCURA TEXTO (podem enviar mais!).

... da queda também resulta o equilíbrio (?!)...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Resultaram textos belíssimos do post anterior IMAGEM PROCURA TEXTO (podem e devem continuar a deixar lá mais textos!). A TEIA agradece e vai colocar, um a um, cada um dos vossos textos, com uma outra imagem e outra música associadas. Começamos com este da Carmen Zita, feito no momento, na inspiração da imagem e do seu talento, diga-se de passagem!
"Quando invadiste o meu mundo,
nada nele era água,
nada nele era azul.
Quando invadiste o meu reino,
todas as cores se transformaram
num só tom que mantiveram,
até ao dia em que esse reino
decidiste abandonar.
Lágrima, chuva, onda e maré
e eu viajante, sem ponta de ,
em pequeno e frágil barco de papel,
tantas vezes construído por minhas mãos
e lançado em oceanos profundos,
decorado com todos os sonhos,
que hoje se revelaram inúteis e vãos."

Carmen Zita Ferreira
30. 01. 2008QUAL É A VALIDADE DOS SONHOS?

sábado, 26 de janeiro de 2008

FÉ QUEBRADA

Guardo a Tua alma nas minhas mãos
Que não abro, apenas escondo,
E quando abro as páginas do Teu nome
Sopro-as uma a uma,
Com a tempestade da urgência do desejo
De Te descobrir à luz do meu dia.
Espalham-se todas as lógicas do mundo
À Tua eterna passagem,
Tropeçando nas janelas abertas
De todos os corações que Te vêm receber.
Não Te conhecem mas desejam-Te.
Não Te vêem mas adivinham-Te.
Não Te acreditam
Crendo, no entanto,
Que não acreditar em algo
Não é ser-se humano.
Aprendem uma história qualquer
Nas armadilhas do Tempo
E seguram-na à memória
Através de espinhos de pó e de barro.
Eis um Homem.
Enganando-se a si mesmo.
Conta-se o dia-a-dia
Na cruz que se pregou à alma
E na ausência de pregos
Usam-se as palavras.
No eclipse do Teu corpo
Ajusto a visão da minha fé:
Cega e desesperada.
Não compro. Não vendo.
Observo. Aprendo.
A duvidar.

domingo, 20 de janeiro de 2008

...NÃO SE VÊ...

- Vi-a ontem de madrugada.
- Não vi.
- Fria, escura, nua e calada. Rainha Cinzenta. Encostada a cada esquina onde se perdia a realidade. Um passo à frente era igual a um passo atrás. Por isso, não caminhava. Deambulava. Os passos presos eram pregos na alma: se sofria não dizia; se sorria não mostrava.
- Não vi.

- Vi-a hoje de manhãzinha.
- Não vi.
- Tímida, desperta, inquieta e deslumbrada. Rainha Prata. Fantasma solto da sua estátua que se dissolvia ao nascer do sol. Um rasto. Passos quentes e suaves, como quem não quer acordar aquele que dorme em si mesmo. Porque tem medo do mundo lá fora. Porque não sabe como é que ele acaba.
- Não vi.



- Vi-a hoje, ao entardecer.
- Não vi.
- Plena, solta, destemida e transformada. Rainha Vermelha. Incendiava os olhares de papel ao sabor das suas palavras. Nascendo sóis atrás das suas pegadas, marcadas a fogo enquanto caminhava sobre a nossa consciência. Recolhia as cinzas no seu corpo, desenhando os destinos queimados no horizonte da Vida.
- Não vi.



- Vi-a há pouco, agora que anoiteceu.
- Não vi.

- De certeza?
- Não vi.
- Cruel. Determinada…a Tempo e a Horas. Rainha Negra. Trago o finito da tua existência contemplado no infinito da tua alma. Pago o teu último sopro com palavras envenenadas e recebo como troco as tuas memórias passadas. Colecciono-as como fotografias apagadas do que nunca poderei ser. Recorto a tua vida para mim e vivo-a, eu, agora, intensamente, em apenas num instante. Saboreio-a e faz de conta…



- Nunca te vi.
- Quem só me vê agora…acorda tarde demais para a VIDA.


XXX


E em jeito de nota, com mais valor do que uma simples nota, acrescenta-se mais um fio neste post da Teia...dedicado ao dia de hoje: 22 de Janeiro...em que o matchbox30 comemora o seu aniversário.
Que todas as cores das palavras e do mundo brilhem dentro dele, fazendo dele uma das pessoas mais felizes do mundo.
Amigo, uma paleta de cores brilhantes em tudo o que faças e em tudo o que venha do mundo à tua volta para ti...e que todos os teus amanheceres tenham a beleza poética à qual tu assististe hoje bem cedinho, de modo a transformar sempre o teu dia num único e belo DIA.
MUITOS PARABÉNS aqui da TEIA.
Correcção: O dia de aniversário do matchbox30 foi ontem: dia 21! Os fios da Teia muitas vezes baralham-se! Sorry! Mas os votos valem na mesma!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

SONHOS E PRÉMIOS...cinema e mimos!

O SONHO DE CASSANDRA
Título original: Cassandra`s Dream
Realização: Woody Allen
Intérpretes: Ewan McGregor, Colin Farrell, Tom Wilkinson, Sally Hawkins, Hayley Atwell
Estados Unidos/Grã-Bretanha, 2007

Quem não gosta de ver a sua vida encaminhada da melhor forma? Até onde vai a ambição do ser humano?
Esta é a história de dois irmãos que, desde o início, se apresentam um como sendo o intelectual e o outro como o musculado da família. Ambos querem deixar para trás uma vida de classe média baixa inglesa e subir na vida. Um aposta nas diversas vertentes do jogo, acabando por se aperceber que se torna uma doença; outro decide apostar em investimentos e negócios de alto risco. Pelo caminho deste processo, surge uma actriz pela qual um dos irmãos se apaixona e que o faz tornar-se, ainda mais, ambicioso, fingindo ser uma pessoa que não é de modo a agradar à sua actriz. A forma de resolver os problemas que vão surgir e, de algum modo, concretizar os sonhos de ambos, é aceder prestar um favor ao tio de ambos, um médico milionário, que lhes pede, em troca, a concretização de um crime.
Não existe musa “fétiche” neste filme de Woody Allen (ao contrário do que vinha sendo feito!); a acção concentra-se na brilhante interpretação de Colin Farrell que representa uma personagem doente e viciada no jogo e no álcool, em constante luta consigo mesmo, a partir do momento em que actua contra os seus princípios.
Um filme com uma estrutura fiel às tragédias gregas clássicas, em que o crime e castigo surgem ao lado de um certo conceito de film noir, para traduzir de um modo simples os grandes dramas humanos e consequentes dilemas morais. A água é um fio condutor que surge, no início do filme, como um dos meios para concretizar a felicidade dos dois irmãos quando compram o seu pequeno veleiro, ao qual dão o nome de Sonho de Cassandra. O mesmo termina também no mar e o sentimento que rodeia este veleiro já não é o da felicidade…
Banda sonora excelentemente a cargo de Phillip Glass.

PRÉMIOS E NOMEAÇÕES
A Teia recebeu alguns prémios e, deste modo, para dar continuidade à passagem do testemunho, vou distribui-los, tentando cumprir, quase à risca, as suas regras! Assim, a marias do blog Amor Infinito e a papoila do blog A Papoila atribuíram-me o Prémio Escritores da Liberdade. A Teia sempre seguiu este conceito de escrita livre, quase ao sabor da corrente dos sentimentos, pensamentos e situações, procurando dar vazão aos imensos temas livres e temas que apelam à liberdade da escrita (e moral!). Assim, é regra deste prémio nomear mais dez bloguistas:


Do Filipe Oliveira e da Papoila recebi o prémio É um blog muito bom, sim senhora! E da Papoila recebi, também, o prémio Eu tenho um blog de elite! Para estes dois últimos prémios tenho de, para além de dar indicação de quem os atribuiu, indicar mais outros sete blogs.

Assim, para É UM BLOG MUITO BOM; SIM SENHORA!:

Marias

E para o prémio EU TENHO UM BLOG DE ELITE! os nomeados são:Universo e Borboletas
Entre Telas e Pincéis
Mixtu
Impulsos

Som do Silêncio
alice

Taliesin


A mimo-te deixou um miminho para a Teia que faz uma homenagem aos amigos que se criam aqui nestas andanças virtuais. E este prémio, aqui sim, fugindo mesmo à regra, eu deixo-o atribuído a todos que por aqui passam pela Teia, sem excepção! Não há maior atenção e cuidado do que o Tempo que disponibilizamos uns aos outros, sem compromissos e "cobranças", apenas por gosto e afinidades. Para todos vocês!
Tentei fazer uma distribuição por cada um dos blogs que visito, e um prémio por cada um, de um modo aleatório. Ficaram mais blogs por nomear…mas não se considerem de fora. Assim que entrarem neste post também os podem levar (aqui está a fuga à regrabem no final…).

Vocês é que são todos de ELITE!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

TEIA DE ARIANA, by AZER MANTESSA

Só há pouco tempo é que comecei a "reparar" na chamada Arte Gráfica, gerada pelo computador e através de fórmulas matemáticas. Graficamente, resultam padrões de cores intensas e formas abstractas que se tornam bastante atractivos e únicos, para quem aprecia este género de arte; mais uma forma de expressão do que nos vai cá dentro.
O Azer Mantessa é um artista que não só concretiza estes trabalhos gráficos, como também compõe e interpreta os seus próprios temas musicais.
Há uns meses atrás, ele decidiu homenagear a Teia dedicando-lhe uma composição gráfica e uma composição musical; ambas podem ser apreciadas em:
* Halusi Matematika e em *Muzika Mantessa (aqui podem ouvir a música que compôs, também).
TEIA DE ARIANA, by AZER MANTESSA
Pedi-lhe uma espécie de explicitação do modo como desenvolveu e concretizou esta sua composição; para além disso, Azer acrescentou o significado que atribuiu ao padrão que intitulou TEIA DE ARIANA ... tudo é passível de uma certa subjectividade.
Assim, para quem quiser ir aprendendo os "truques" desta arte:
The Spider's Web
This pattern is seen as the blue phi ratio structure with a radial webby like-structure.
It is calculated under formula C°=Z°: Z2=Fn1(Z); Z=Sin(Z)-C; C=1/(50*Z2) which is a mathematical polinomial set 3. The parameter has only a function CATan. Filter properties used are Weights I with a filter limit of 0.02 . Transformational calculations are set to be normal.
Coordinates of this pattern are set at:
X = -2.40000009536743164
Y = 2.40000009536743164
W = 4.80000019073486328
For the coloring, maximum iteration is set at 70.0.
This pattern is rotated at 90 degree.
Mathematical bailout is set at 2.
The Desire Within
This pattern is calculated to be the background of 'The Spider's Web' and seen with a strong crystallized warming colors of red, white, blue and green.
It is calculated under formula Z=Fn1(Z); Z=Z*Z + Z + Fn2(C) which is a mathematical Optimized 3. The parameter has only two mathematical functions which are CLog and CLdent. Filter properties used are Stalks-2 (II) with a filter limit of 0.12 which is totally filtered. Transformational calculations are set with another mathematical formula: Sin + Sin Cos + Sin.
Coordinates of this pattern are set at:
X = -16.2890706738900014
Y = -5.25914951673642938
W = 4.80000019073486328
For the coloring, maximum iteration is set at 114.0
This pattern is rotated at 270 degree.
Mathematical bailout is set at inverted 150."

E agora a sua interpretação deste padrão, também pelas suas próprias palavras:
"My personal interpretations of Pattern 'Teia de Ariana'
As 'The Desire Within' is represented by a crystallized structure, I guess it means Pure and Strength. However, the reddish warming colors of the crystals do represent a burning desire yet to be released. As 'Teia de Ariana' prefers purity to be remained, the crystals are protected by the 'The Spider's Web' which has strengths in two ways (1) The structure of the web itself and (2) the structure of the phi ratio (any structure in the universe built upon the phi ratio is strong).
So protect the purity of the crystals or else ... "

...ou então?!...
Escusado será dizer que adorei uma homenagem destas à Teia. Outra forma de arte a par e passo das letras, com a sua própria poesia de um modo muito especial. Associei a este padrão um poema que escrevi há já alguns anos...

ONDAS DE LUZ

Ondas de luz
Que se desenrolam
Do teu corpo
Nos meus dedos
Anéis que brincam;
São estrelas na areia
Que guiam.
Conhecer-te,
Mesmo esse eco
Que se disfarça
De distância,
Toca este olhar
Que (me)
Te lembra.
E
Quando as ondas
Te trazem
No vaivém do Tempo
Construo castelos
Para
Te eternizar,
Numa realidade
Com um final feliz.
Assim o diz
Aquele velho búzio
Que escutamos.
Palavras marmóreas
Que fluem dos anos.
Que falam das estrelas
- Sedentas de brilhar
Caminhantes de um tempo:
Aquele
Em que se dão as mãos.
Convergindo
Para o mesmo encontro:
Nós.

Susana Júlio, in Riscos que ficaram no Tempo/ Jogo de Espelhos, Editora Som da Tinta

Mais uma vez, Azer, muito obrigado pela tua atenção e por este presente fantástico que ofereceste à Teia. Os meus parabéns pela forma como expressas a arte que vai aí dentro de ti. Que a desenvolvas e lhe dês sempre o lugar certo neste nosso Universo, como cada um de nós tem o seu cantinho: "You are a child of the Universe, no less than the trees and the stars; you have a right to be here. And whether or not it is clear to you, no doubt the universe is unfolding as it should be. This is The Desiderata. Order of Life? Yes, it is." (Azer Mantessa).

Thanks!

sábado, 12 de janeiro de 2008

UNIVERSO A QUATRO MÃOS...

...desta vez, é a Teia presa nas palavras do Taliesin e faz eco da sua escrita, com os seus próprios fios...
Assim, primeiro ficamos com o poema O UNIVERSO DA TUA PELE, do Taliesin, e depois o eco da Teia com O UNIVERSO SOMOS NÓS.

O UNIVERSO DA TUA PELE
Percorro as tuas luzes,
E entrego-me à glória de te acariciar,
Tuas mãos doces,
Teu corpo, que ao tocar,
Faz o meu vibrar,
Afastando as sombras que envolviam
A aurora.
Teus olhos despertam-me para a vida,
Profundos, belos…uma obra de arte,
Como viver sem ti?
Como respirar sem te tocar?
Fundido nos teus braços,
Sinto-me seguro,
E no universo da tua pele,
És a minha vida AMOR,
É um privilégio divino,
Viver para te AMAR.

Taliesin, in The Spiral

O UNIVERSO SOMOS NÓS
Percorro o teu brilho à velocidade da luz,
E entrego-me ao infinito de te envolver em mim,
Teu rosto como universo desvendado,
Teus olhos como estrelas de desejos,
Fazendo a minha alma encontrar-se
Com o segredo Original da sua existência.
Tua pele desperta-me para todos os sentidos da Vida,
Via Láctea luminosa e profunda na qual me perco,
Como não encontrar um caminho em ti?
Como não querer partir para ti?
Escondo-me no teu abraço,
Sente-se segura a minha alma na tua,
E na mistura das suas próprias essências,
És as asas que outrora perdi,
No voo da busca do Amor Perfeito,
Agora que renasci
Sei que vou
Viver para te AMAR.


xxx

... e qual é a medida do Universo em cada um de nós?!...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O QUE É QUE SE PASSA AÍ EMBAIXO?!

Não sei o que se passa aí embaixo
Para além da Vida que supostamente acontece
Das pessoas que se cruzam insistentemente
Sem se verem realmente
Das palavras que se atiram
Como gestos de pedra
Para além dos falsos sinais
Que dão luz verde ao conflito
Para além dos apressados
Que esgotam o Tempo sem o terem
Dos muros altos de olhares
Que vestem a alma de cada um
Para além das vozes surdas
Que caem como anjos estilhaçados
Após conhecerem o fruto proibido
Para além disto tudo
Não sei o que se passa aí embaixo.
Mas vou ficar por aqui.