No quadro imaginário da vida, Transfiguram o cheiro da terra molhada
Num aroma a sangue,
Em que navega o barco da felicidade
Nas linhas cruzadas da magia.
poema por Taliesin

Álbum aconselhado: M83 "Digital Shades"
No quadro imaginário da vida, 
Passados alguns minutos de visualizar o mais recente filme do actor/realizador Sean Penn “Into The Wild” a rendição é absoluta. Com este filme Penn, conta a história verídica de Christopher Johnson McCandless, um recém-licenciado que rejeita todas as formas de materialismo e auto intitula-se de Alexander Supertramp.
Para iniciar uma épica viagem (de dois anos) através do seu país; para realizar uma descoberta do seu ser e para concretizar a perseguição da liberdade até ao Alaska.
O que dizer deste filme?....Simplesmente uma obra de arte….extraordinário como esta película utiliza sempre uma extensão da metáfora de uma forma brilhante e consegue sempre captar a beleza que Alex viu e sentiu. Oferece-nos também uma perfeita e profunda caracterização da felicidade da natureza e a diferença entre o estar sozinho e a sensação de solidão.
Não podemos esquecer a banda sonora de Eddie Vedder, que consegue sobrelevar, muitas vezes, ao nível da perfeição, cada uma das cenas deste maravilhoso filme.
Texto por Taliesin e Su.
Em memória de Christopher Johnson McCandless (12 de Fevereiro de 1968 – 18 de Agosto de 1992)
O carteiro ( do blog selos difusos) e a teté ( do blog Quiproquó) surpreenderam-me, há uns dias, com o DESAFIO DAS 12 PALAVRAS. Ora, para além de gostar de desafios, tudo o que me soe ou toque a palavras parece-me sempre bem. Por isso, em jeito de resposta, aqui deixo o meu texto, com destaque para as "minhas" (que são de todos) 12 palavras, que à sua forma e maneira são-me extremamente especiais.
É hoje que penduro o Tempo a um canto
Quando eu era pequenita, a minha avó, e também a minha mãe, costumavam-me dizer que não devia contar as estrelas. Era um acto que resultava numa coisa má, pois podiam aparecer-me sinais no corpo. E então eu contava às escondidas, não sei bem de quem, com a estranha sensação de que estava a infrigir uma qualquer lei sagrada e ancestral. Na ausência da amiga Lua, andava sempre, literalmente, com o nariz espetado na noite, em alturas de céus negros e brilhantes, descobrindo os quatro cantos possíveis às posições das estrelas. Se de dia me entretinha com os desenhos das nuvens, à noite desenhava com as estrelas…e talvez tenha sido assim que me surgiu este gosto urgente pelo desenho e pela pintura. Também se “escreve” com as imagens.
eis e impossíveis; descobrindo os nomes oficiais das constelações. A companhia é outra mas a hora continua a resultar na mesma: de madrugada… enquanto passeio o meu Sky!
Sempre admirei a Constelação de Orion. Antes de saber que era assim que se chamava, seguia, quando era a posição dela no meu horizonte de céu, as três irmãs. Aquelas três estrelinhas que se seguem em linha recta, muito juntinhas umas às outras, como se estivessem numa carreirinha. Mais tarde, é que aprendi, por mote próprio, que faziam parte de uma constelação, e eram designadas pelo “cinturão de Orionte”. Neste momento, todas as noites, descubro-a bem visível enquanto ando de novo com o nariz espetado nas estrelas. Está aí bem em cima de nós!
to o gigante como o seu cão foram convertidos em constelações. Quando se avista Órion no céu não se vê a constelação de Escorpião, e vice-versa.
Enfim conseguiram. Malditos sejam. Sem fogo nos céus; tampouco as estrelas caíram; sequer avistei a Besta Escarlate. Acaso o seu número seria mesmo 666? O João, aquele do Livro das Revelações, escreveu por enigmas. E que enigmas! Indecifráveis. Não há prostitutas no céu; nem toque das sete trombetas; sequer as sete taças com o conteúdo da ira do Senhor. Foram-se os continentes... Retornaremos ao pó, poeira no fundo do grande oceano. Único; o último sinal do fim dos tempos. 
Expiação
e verdadeiramente se passou.
a guerra durante uns anos. Cecília ainda consegue garantir-lhe os seus votos de amor, dizendo que esperaria por ele.
poema por oartista
Mais um texto inspirado na IMAGEM PROCURA LEGENDA de há uns post`s atrás aqui na TEIA. Desta vez, a simplicidade bela que aqui foi deixada pelo oartista (do blog Entre Telas e Pincéis). Muito obrigado.
ONDE É O "AQUI"?!
Foi ontem, dia 3 de Fevereiro, na Aula Magna em Lisboa, que tive a oportunidade de assistir a um excelente espectáculo musical. Estive a usufruir ainda de uma prenda de Natal (já te agradeci imensas vezes, Taliesin, esta é ainda outra: Obrigado!). Os Australian Pink Floyd existem desde 1988 e são “apadrinhados” por David Guilmour. Inclusive chegaram a actuar nas celebrações do 50º aniversário de Guilmour, em Londres a pedido deste. São apelidados pelos Aussie Floyd (
www.aussiefloyd.com) e são membros da banda: Steve Mac (voz e guitarra
); Damian Darlington (voz e guitarra); Colin Wilson (voz e baixo); Jason Sawford (teclados); Paul Bonney (bateria); e três excelentes vozes femininas, das quais destaco Bianca Antoinette. Foram duas partes de concerto com direito a intervalo (nunca tinha assistido a tal!), visto que a banda é adepta de umas quantas cervejas! Sala cheia, espectáculo de luzes e de imagens ao nível do que é possível em termos de capacidade desta mesma sala, um som sem distorções e perfeitamente nítido, e a música e vozes cópias perfeitas dos originais Pink Floyd. Fechávamos os olhos e parecia estarmos a escutar um original! Impressionante e diversas vezes arrepiante. Colin Wilson em harmonia com a voz de Roger Waters e Steve Mac, assim como Damian Darlington, as vozes de Guilmour! Como disse, bastava fechar os olhos. De destacar os instrumentos de sopro, as cordas e os teclados…as vozes femininas, como disse ali em cima, a de Bianca especialmente, levou o público ao rubro, com as potencialidades da mesma ao vivo! Quase duas horas e meia do som psicadélico, alucina
por tocarem de um modo tão idêntico e perfeito quanto os Pink Floyd, são acusados de serem umas cópias tipo máscaras,que até calham bem porque estamos na época delas. São “uns australianos numa espécie de Chuva de Estrelas em domingo à noite dedicado aos Pink Floyd…", disse ele. Pois quanto a mim, Sr. João, ainda bem que estes australianos se dignaram a iniciar a sua tournée aqui em Portugal, ontem, pois assim tive o prazer de conhecer esta excelente e reconhecida banda de tributo; para além de me fazerem recordar o quão magnífico foi o concerto dos Pink Floyd há mais de dez anos atrás, em Alvalade; sendo que, desta forma, deu para “matar um pouco das saudades da minha banda de eleição. E já que os Pink Floyd não vêm cá ao menos que decida passar por cá alguém que nos lembre deles. E não, Sr. João, não nos esquecemos de Guilmour, Nick Manson, Richard Wright e Waters nem os confundimos com os vocalistas dos Aussiefloyd (apesar da qualidade das vozes também destes últimos!).
Encontramo-nos na crítica do concerto dos Portishead em Março!