monólogo...muito monólogo. Os professores falam para a parede...ou para uma cabeça vazia (parece-me mais este caso!). É de frisar que os professores não têm medo da avaliação. Aliás, somos avaliados todos os dias assim que entramos numa sala de aulas. A todas as horas em que lá estamos. Passam-nos pelas mãos mais de quatro turmas diferentes por dia, por vezes. Não há medo. Apenas se contesta o modo como esta avaliação quer ser conduzida, nos prazos ridículos que nos dão, nos moldes ridículos e ditatoriais (mais uma vez!) em que se inserem, assim como o índice de trabalho que foi avolumado para além daquilo a que um professor, por "natureza", se deve dedicar: ENSINAR! (Entenda-se ensinar no seu genuíno sentido da palavra, pois hoje em dia, somos obrigados a dividir esta tarefa com o EDUCAR...para o qual não fomos formados e informados quando tiramos um curso!). Estão a derrubar por terra, o dom e o gosto do ensino. Estão a humilhar os professores. Apesar de ter sofrido uma intervenção cirúrgica nessa manhã, na extracção de um dente de siso, não deixei de estar presente na manifestação. Foi visível o apoio que a população nos prestou, nos passeios, aplaudindo e dizendo que estavam do nosso lado, entre outras coisas. Quase no final da manifestação, o comício no Terreiro do Paço incitava à união e à acção dos professores nesta luta desigual, sem eco, ao mesmo tempo que ainda estava a chegar a "cauda" da marcha da Avenida da Liberdade, com os professores da zona norte do país.
Os gritos de ordem foram de facto: a demissão da ministra da Educação, a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação de desempenho. Porém, eu acredito que a demissão desta "sinistra" não resolva as coisas. Quem para lá fosse actuaria do mesmo modo. Para além disso, está mais que visto que o "cão do Tintin" ( não sei se se lembram do nome dele; mas achei a expressão engraçada, vinda de um amigo meu que também se manifestou) não larga o osso nem arreda pé da sua decisão política. Acima de tudo, não está aberto ao diálogo.
Por mim, está mais do que chumbada!



















