Não foi este o atacante! Este é apenas o REX, o arraçado de pastor alemão de uns tios meus, que é um "menino grande"! Como se não bastasse, era daqueles pastores alemães maiores do que o comum na raça...e não estava virado para fazer grandes mossas por isso, "apenas" feriu, com alguma gravidade, de um lado do focinho, perto da vista e, do outro lado, perto da mandíbula. "No meio deste azar todo, ele até teve sorte", disse várias vezes o veterinário que o tem acompanhado. Por milímetros poderia ter afectado a mandíbula, sem reparo, ou até mesmo cegado. Seja como for, o estrago foi o suficiente. Teve de ser operado. Todos os dias leva uma injecção de antibióticos e para a semana já deve tirar os pontos. Para não estragar nada, tem de andar com o "candeeiro" (como eu lhe chamo!) de modo a não romper os pontos com as patinhas.
O pastor alemão, há uns anos, pelos vistos já atacou o cão da minha vizinha, que teve de ser operado, ficou internado e por aí fora. Deve já ter uma lista de encontros imediatos de primeiro grau, com cães de porte menor. Os donos não alteram a sua atitude: ou seja, fazem passear a sua mascote sem trela nem açaime, à solta pelo jardim e pelas ruas. O inevitável só pode acontecer, não é?! É uma questão de atitude, de consciência, de educação e de respeito pelos outros.
Esta lei que o Governo quer levar a cabo, das 7 raças potencialmente perigosas (a saber: Cão de Fila Brasileiro, Dogue Argentino, Pit Bull Terrier, Rottweiler, Staffordshire Terrier Americano, Staffordshire Bull Terrier e Tosa Inu) vai no sentido de ser proibida a importação, reprodução e criação destas raças de cães em Portugal. Adicionalmente vão ser esterilizados os cães existentes. O resultado é obviamente o extermínio dessas raças em território nacional nesta geração. Quem declara estar em posse destes animais terá de cumprir a lei e proceder à castração...quem não o fizer, geralmente os donos de cães que os usam para jogos de guerra, conflitos de bairros e por aí fora, provavelmente não terão esse cuidado e o problema continuará.
Para além de que, continuo a defender que o problema não está nestes cães nem nos seus genes, mas sim nas pessoas que os têm, criam e educam. Tenho um familiar que faz criação de Pit Bulls Terriers. São as cadelas mais doces e meigas que podem existir. O ambiente familiar dos seus donos é extremamente saudável e responsável. 
Este aqui é o Casper (um Dogue Argentino), no seu momento de "espreguicite"!
Tenho outro exemplo do Casper, o cão da minha grande amiga Lu. É um Dogue Argentino. Quem o vê fica quase paralisado...na realidade, é outro doce de cão que só quer brincadeira e companhia. Já andou na brincadeira com o Sky, na praia, e foi mordido por este último, portanto, estão a ver o seu grau de ferocidade, não?!

Olhando para este infeliz caso que, lamentavelmente, sucedeu com o Sky, a minha revolta vai toda para os donos daquele pastor alemão, que não o souberam educar ou conviver correctamente com ele. Para além de que, não são nada o exemplo de civismo, pois mesmo sabendo do perigo que o seu cão pode representar para outros, continuam a dar os seus passeios nocturnos, com o cão completamente à solta, como se nada fosse com eles.
Esta lei de extermínio devia poder ser aplicada a pessoas como estas que não sabem, afinal, viver em sociedade.
Entretanto, o meu Sky vai sofrendo aqui em casa as suas dores e recuperando, aos poucos e poucos, com todos os mimos a que tem direito e muitas atenções... nossas e também da Átia! Até ela quer perceber o que é que se passou, afinal!
Valeu para o susto e para os nervos! Consegui ver a vida andar toda para trás...para quem não compreende...o Sky é um grande amigo meu já há quase 10 anos!

Em nome do Sky, dedico este excelente tema de grande letra, "PETS" dos Porno For Pyros, para todos os humanos com este género de atitudes irresponsáveis, mas que, contudo, se afirmam muito "racionais"!
"HASTA LA VISTA!"







Depois de um silêncio de dez anos, “Silence” rompeu a barreira da ausência musical desta banda de Bristol, que, por coincidência, inaugura também o novo álbum dos Portishead, “Third”. Um alinhamento equilibrado entre os novos temas de um grande álbum que, ao vivo, ganham uma ainda maior dimensão e os outros temas extraídos dos anteriores álbuns “Dummy” e “Portishead”. A voz de Beth Gibbons é perfeita e, muitas vezes, arrepiante, e tem o seu expoente máximo na sublime versão acústica de “Wandering Star”, em que na parte final é surpreendente a tonalidade lírica da sua voz, assim como nos temas “Cowboys” e “Threats”. 























