Ela levantou-se das sombras deixadas ao ocasoO cabelo solto pendurando as estrelas fatigadas
Mais uma noite que passou
Fechou a porta sobre si mesma
Se chovia lá fora não o sentia assim
As lágrimas eram suas
Cada uma delas um prego a mais do passado
Construindo a sua muralha contra o presente
Pregos e pedras e tábuas e espinhos
Todo o Amor morria na cruz
Fosse Homem ou Mulher
E quando caísse dessa cruz
As asas não levantariam mais voo
Novos tapetes à entrada da sua vida
Prendendo o coração a cada passo no chão
Uma pedra de cada vez
E era ela quem as atirava
Partindo o reflexo da sua alma no espelho
7 anos de azar, 7 vidas sem amar, 7 palavras sem terminar
As superstições mais velhas do mundo
Deixa-me segurar os teus cabelos contra o ventoE que as estrelas sejam as luzes que partem dos teus olhos
Como as promessas que espero aos meus desejos
Deixa-me elevar as tuas asas e com elas
Superar essa muralha onde te prendes
Serei cavaleiro e dragão enquanto te esconderes
Serei o fogo e serei a fé
Que secarão todas as tuas lágrimas
E quando te olhares nesse espelho encontrarás uma alma maior
Porque não será apenas a tua reflectida
Seremos apenas dois para lá do dia e da noite
Para lá da forma como o tempo quiser medir-se a si mesmo
E sendo Homem e Mulher cairemos apenas nos braços mútuos
Ignorando todas as cruzes do mundo que queiram condenar o Amor
Porque este não se sacrifica
Glorifica-se quando se dá
Deixa-me sentar ao teu lado
E crescer com o mundo lá fora
Não te dou a minha mão
Toma o meu corpo e a minha alma
Agora sei quantas voltas se dão ao labirintoE sei que já não me consigo perder
Sei que és a chave e a porta
Que me liberta de mim mesma
Sei que ultrapasso as próprias horas
E faço batota com o Tempo
Para chegar primeiro a ti
Sei que as muralhas caíram aos teus pés
E eu subi ao teu corpo
Abandonei a minha própria solidão nas pegadas do passado
Agora que caminhas ao meu lado
O meu mundo renasceu.
(p.s.: poema inacabado...falta a ponta solta e resposta)
A ponta solta-se e ao mesmo tempo a resposta inicia-se...

Se um instante contém o principio da vida em si mesmo,
E a essência de todo o potencial do universo,
O valor do teu instante em mim,
É um presente de amor,
A vida
E a oportunidade de ser teu neste instante,
Sua máxima expressão,
És sempre tu o mais importante.
Se não estivesses aqui, não existiria o instante,
Dia, noite, estrelas…eternidade.
Para o universo e a vida tudo é possibilidade,
Quando te unes a mim num instante,
O convertes em nós,
Sim, desfrutar esse nós,
Onde…
Fazemos a soma da tua oportunidade com a minha,
Fazemos a soma do teu instante com o meu,
Fazemos a soma da tua alma com a minha,
Fazemos a soma do teu universo com o meu.
Todas as nossas somas,
Nos fazem crescer,
Para ganhar,
A vida,
Que te pergunta suave e docemente,
Como pode o sol brilhar, se não fosse para nós?
Como pode a lua reflectir a sua luz, se não fosse para nós?
Como pode o universo transformar-se, se não fosse para nós?
Como pode o espírito vibrar, se não fosse para nós?
Então em uníssono perguntamos.
Vida!!! Quem somos nós????
Ela responde com um sorriso do céu…
A soma do presente de um instante de amor
Tu e eu
Vida
Eternamente
Obrigado pela existência…eu em ti e tu em mim.
Poema por Su e Taliesin

































Depois de um silêncio de dez anos, “Silence” rompeu a barreira da ausência musical desta banda de Bristol, que, por coincidência, inaugura também o novo álbum dos Portishead, “Third”. Um alinhamento equilibrado entre os novos temas de um grande álbum que, ao vivo, ganham uma ainda maior dimensão e os outros temas extraídos dos anteriores álbuns “Dummy” e “Portishead”. A voz de Beth Gibbons é perfeita e, muitas vezes, arrepiante, e tem o seu expoente máximo na sublime versão acústica de “Wandering Star”, em que na parte final é surpreendente a tonalidade lírica da sua voz, assim como nos temas “Cowboys” e “Threats”. 
