Iniciamos a nossa visita histórica no concelho de Fornos de Algodres. Graças à excelente preservação, organização e sinalização destes monumentos, tanto por parte da câmara, quer por parte do GAFAL – Gabinete Arqueologia de Fornos de Algodres (um centro criado de forma a divulgar, preservar e desenvolver actividades no âmbito da riqueza arqueológica do concelho), foi-nos possível concretizar essa mesma visita, nas melhores condições. Ou seja, óptimos acessos aos monumentos; informação objectiva sobre o local e um bom estado de restauro.
Regressámos ao passado, mais precisamente ao 4º milénio A.C. (período Neolítico), ao entrarmos no Dólmen de Cortiçô, com a leitura das informações do GAFAL, apercebermo-nos de que esta anta foi reutilizada no 3º milénio A.C. (período Calcolítico).
“ Há sobre os grandes rochedos amplas cavidades
O tempo transita do Calcolítico para a Idade do Bronze, tal e qual como nós transitamos para a Fraga da Pena, entre Queiriz e Sobral Pichorro. A uma altitude de 750 metros ergue-se um gigantesco Tor granítico, que para além de preocupação defensiva apresenta vestígios de ter sido “ um local especial onde ocorreriam actividades espaciais de carácter simbólico e sagrado. Mais do que uma área residencial, aquele espaço terá sido construído como cenário de praticas ritualizadas. A atracção que o Homem pré-histórico terá sentido pelo local, tal como hoje, terá tido tudo a haver com a imponente formação granítica que constitui, o maciço rochoso que surge aos nossos olhos como a Fraga. “ (in texto introdutório de António Carlos Valera, A LENDA DA FRAGA DA PENA , de Rosa Costa, 2008).
De novo a caminho… outros vestígios divinos (tidos como pagãos) são encontrados num resto de uma ara romana aproveitada para fazer parede, na Igreja Matriz de Infias. Esta laje era dedicada ao deus Mercúrio e, até há pouco tempo, estava escondida atrás de um vaso de flores de plástico, que se encontrava no exterior da dita igreja, daí serem poucos a darem por ela. Na fotografia podemos verificar que esta ara encontra-se bastante deteriorada pelo tempo cronológico e meteorológico mas encontra-se a seguinte inscrição:
DEO
MERCVRI
APONEVS
SOSVMVS
A(nimo).L(ibens).V(otum).S(olvit).
“Mas proteger, salvaguardar e valorizar não basta. Antes de tudo o mais, há que não esquecer para quem este trabalho se destina. De uma maneira geral, para todos nós, mas de uma maneira muito mais concreta para as populações locais: para aqueles que vivem em torno desses vestígios que representam, em muitos casos, as suas origens. “ (texto introdutório de António Carlos Valera, IBIDEM).














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