Quando atiro as pedras a mim mesma, parte-se o mundo inteiro à minha volta. E caem-me as asas, a alma despe-se, o pranto transforma-se nos cantos escuros da realidade. E as mãos que me abraçam são as mesmas que me asfixiam: as minhas. Somente as minhas, que partem e chegam de mim para mim. Fantoche alado da circunstância nas mãos de um ser divino que se cansou de brincar.

Desta vez, agradeço à Boneca de Porcelana, a menina dos sentimentos fortes que existem dentro da sua aparente fragilidade, do blog Impressionantes Impressões. Dentro de uma série de imagens lindíssimas, decidi começar com esta, que tantas vezes parece ser fruto de um "empurrão" da realidade! Adorei. Eis o que ela deixou, via mail, a acompanhar esta imagem: "...retrata um pouco, através de todos aqueles pássaros, os pensamentos negativos que te assaltam naquelas fases críticas, (...)... a menina a um canto, porque de facto não nos resta muito mais espaço quando somos acometidas(...) ." Muito obrigado, Lenita. Que saibamos, em último caso, usar as asas, tal como os pássaros...e voar!





























