Pesquisar neste blogue

domingo, 20 de julho de 2008

7ª e 8ª IMAGENS...

"A primeira escolhi porque achei que a cor, a transparência, o enrolar sem nunca acabar do esfumado das linhas simbolizavam muito a tua profundidade de espírito... É do Escher, "O círculo Infinito II."
"A segunda, mal a vi, achei que era a tua cara... Escher também... A dualidade entre o anjo e o demónio, deus e o diabo, a dualidade que há em cada um de nós e que tu expressas melhor que ninguém. Atenção, não quero com isto dizer que és o diabo ou coisa do género, apenas que os contrastes são incríveis... A sério, achei que tinha muito a ver contigo e com os teus blogs. A escolher uma só, seria essa imagem."
___________________________________________
Querida Muguet (aromas mil), um beijinho tamanho XL para ti e que saboreies o sonho que vives ao sabor de realidade, constantemente e a toda a hora. Obrigado pelas imagens incríveis e cativantes que enviaste. Aqui estão algumas, apenas com a transcrição das tuas palavras.

sábado, 19 de julho de 2008

NA PRATELEIRA...

"Freud observou certa vez que o amor é uma redescoberta. É através do amor que tentamos recuperar a inocência perdida da felicidade que outrora sentimos, quando éramos bebés e vivíamos em paz com o mundo. O amor, bem vistas as coisas, tudo tinha a ver com uma vontade indefinível, etérea e imperceptível, de retornar à infância e ao afecto materno e alimentava-se da vã esperança de reencontrar essa felicidade desaparecida nos primórdios da existência."

in O Codex 632, de José Rodrigues dos SantosAinda não tinha lido nada deste autor. Mas confesso que não estou a considerar voltar a ler o que quer que seja dele. A ideia que está subjacente à escrita deste livro é muito boa, tendo em atenção que desperta as mentes inquietas e interessadas para o mistério que sempre se adensou em torno da figura de Cristovão Colombo. E as pistas que nos são reveladas, baseadas em documentos históricos verídicos, são impressionantes...só é de lamentar que esta ideia tenha sido desenvolvida por José Rodrigues dos Santos. A sua escrita pedante, injecta nos diálogos forçados entre as personagens, autênticas lições de história, de filosofia, de esoterismo, de psicologia, com termos e extenuantes noções devidamente estudados e decorados para o efeito. Mais valia, em vez de ser um romance histórico, ter-se dedicado a ser um livro de investigação científica...pois o estilo de escrita própria para uma narrativa de ficção deixa muito a desejar.
Definitivamente...não será um bom livro para o FORA DA PRATELEIRA aqui da TEIA.

Sugestão musical: YEAH YEAH YEAHS - "Show Your Bones" (2006)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

6ª IMAGEM...

Quando atiro as pedras a mim mesma, parte-se o mundo inteiro à minha volta. E caem-me as asas, a alma despe-se, o pranto transforma-se nos cantos escuros da realidade. E as mãos que me abraçam são as mesmas que me asfixiam: as minhas. Somente as minhas, que partem e chegam de mim para mim. Fantoche alado da circunstância nas mãos de um ser divino que se cansou de brincar.
Desta vez, agradeço à Boneca de Porcelana, a menina dos sentimentos fortes que existem dentro da sua aparente fragilidade, do blog Impressionantes Impressões. Dentro de uma série de imagens lindíssimas, decidi começar com esta, que tantas vezes parece ser fruto de um "empurrão" da realidade! Adorei. Eis o que ela deixou, via mail, a acompanhar esta imagem: "...retrata um pouco, através de todos aqueles pássaros, os pensamentos negativos que te assaltam naquelas fases críticas, (...)... a menina a um canto, porque de facto não nos resta muito mais espaço quando somos acometidas(...) ." Muito obrigado, Lenita. Que saibamos, em último caso, usar as asas, tal como os pássaros...e voar!

domingo, 13 de julho de 2008

James Cook

"Um homem que quer reger a orquestra precisa dar as costas à plateia."

...dar as costas...

...dar as costas...

...dar as costas...

sábado, 12 de julho de 2008

DOSE DE FATIA DE DOCE

"Dá-me um bocadinho do teu amor todos os dias
Não mo dês todo hoje que amanhã vou precisar dele outra vez
Eu sei conheço-me bem
E nesse aspecto sou exactamente como o resto da humanidade
Preciso de ser amado todos os dias
Só espero não morrer muito velhinho para que o teu amor me dure
até ao fim da vida"


in João Negreiros, O Cheiro da Sombra das Flores, Papiro Editora. Descobri este fantástico e cativante livro de poemas de João Negreiros através da tonsdeazul (que hoje é uma bebé que está de PARABÉNS - uma imensidão de coisas boas na tua vida, para além de todos os belíssimos tons que te caracterizam!)...e é poesia a não perder!
Existe dose certa no AMOR?!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

5ª IMAGEM...

Sou o lado negro da luz que desmaia, voraz, dentro de mim mesma. E esvaio-me em forças enquanto luto com a minha própria sombra que persegue todos os meus pronomes pessoais, em linhas salteadas de frases sem sentido, embora sentidas. Desencontro-me do encontro predestinado por sibilas tecedeiras, enganadas pela decadência da sua própria intemporalidade. Nas esquinas das suas mantas de retalhos descosturo os fios da sanidade social e deixo-me ir para todo o lado, à deriva da fome da alma.

Photobucket
Esta imagem ESPECTACULAR foi enviada pelo ruela, do Neo-Artes. Escusado será dizer que ao vê-la fiquei como que "enternecida" (apesar de muitos de vocês não compreenderem, de certeza, como é que se pode ficar enternecido perante esta simples mas completa criatura!). O ruela tem trabalhos a nível gráfico espantosos. Vão espreitar o blog dele. É altamente aconselhável!!! Muito obrigado. Do fundo dos fios desta Teia, mesmo MUITO OBRIGADO. ADOREI!!!
Spider is in the house!!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"MY NAME IS ON THE MOON"!!

Ao longo dos tempos, a Lua assumiu diversos papéis para além daquele que actualmente retemos enquanto satélite natural do planeta Terra. Conforme os mitos, pode representar o papel de mulher, de filha ou de irmã do Sol. Por exemplo, no Egipto a Lua era Ísis, a Mãe da Terra, desempenhando diversas funções mágicas como transformar o metal em ouro, despertar os mortos, proteger as crianças, o parto e a agricultura, para além de ser a mãe conselheira e guardiã dos deuses. Na Grécia, a Lua era Selene, a amante de Pã. Mais tarde, foi substituída por Diana, que protegia o nascimento. Também surge noutros mitos como Hécate, a terrível feiticeira que dominava todos os encantamentos e magias. Também é Proserpina, ou Perséfone, a Rainha dos Infernos e do mundo dos mortos, ao lado de Plutão ou Hades.
Seja como for, penso que seja indiscutível a sua beleza nas suas diferentes fases quando brilha, por contraste, no escuro aveludado da noite. É sempre um ponto de referência que procuro nos céus ou até mesmo no mundo interior e da magia, enquanto uma espécie de metáfora encantatória.
E quem anda sempre com a "cabeça na lua" que fique a saber que está a ser preparado um projecto que tem como principal função voltar a explorar as condições da Lua, de modo a viabilizar a existência dos humanos neste mesmo satélite lá para 2020, mais coisa menos coisa. Está a ser realizada uma campanha para sensibilização das pessoas quanto a este projecto, chamada: "SEND YOUR NAME TO THE MOON". Eu já enviei o meu nome para lá, tal e qual "message in the bottle" para a posteridade. Até 25 de Julho (como fui recordada, através da visita a um blog de um "velho" amigo: valpassos em volta), enviem o vosso nome para a Lua, submetendo-o na Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), e obtenham o vosso certificado de aventureiros neste novo passo da história da humanidade.

domingo, 6 de julho de 2008

CRUSH




Por que haveria de o fazer se não o quero?







Por que haveria de o fazer se não o quero?

Enquanto desço as escadas até ao fundo desta ou daquela alma perco o pseudo sapato de cinderela anos atrás. Não é um rasto. É uma pista para saber o que devo encontrar quando volver a memória. Há coisas que se perdem obstinadamente na nossa mente enquanto colocamos mais uma gaveta no armário feito de recordações. As portas que se fecham precisam de ser derrubadas. Não há qualquer género de chave nem de piedade. Não há remorso ou atenção.

Somos feitos de dobradiças e de interesses. Depois do pecado original aperfeiçoamos a imperfeição aos olhos da humanidade e trocamos o coração pela lisonja e pelas falsas aparências...

FALSAS APARÊNCIAS
FALSAS APARÊNCIAS
FALSAS APARÊNCIAS
FALSAS APARÊNCIAS

E quando desço a armadura, que pareço não envergar, assumo toda a proporção de um corpo e de uma alma inteiros. Levo tudo à frente e sou eu quem derruba a porta, o corpo, a mente, a parede, o mundo inteiro que atravessa a minha estrada. Não há passadeiras seguras para quem o faz e eu engano os sinais que vos aparentam guiar. Troco segurança por caos e até podia nem dizer nada…

NeM DiGo

terça-feira, 1 de julho de 2008

CINEMA NA TEIA: "IN BRUGES"

Ficha técnica:
Título original: In Bruges
Realizador: Martin Mcdonagh
Intérpretes: Colin Farrel, Brendan Gleeson, Ralph Fiennes, Clémence Póesy, (...)
Género: Acção/ Drama/ Comédia
EL/GB, 2008, Cores, 107 min.
Imaginem diálogos típicos à Tarantino com Bruges (a belíssima cidade medieval da Bélgica mais bem preservada) como pano de fundo…já está?! Agora, coloquem como emissores desses diálogos Colin Farrel (no filme é Ray, um irlandês extremamente directo nas suas observações) e Brendan Glesson (Ken, um britânico, extremamente ponderado), assim como Ralph Fiennes (Harry, o britânico fanático pela rigidez dos seus princípios).
Ray e Ken foram misteriosamente “enviados para Bruges por Harry (patrão de ambos), após a concretização de um assassinato que não correu muito bem a Ray. Supostamente, estão ali para desaparecer por uns tempos e para descontrair ao mesmo tempo.
No entanto, Ray detesta a cidade, enquanto Ken vai expandindo os seus interesses culturais e adoptando uma atitude mais calma perante a vida, talvez contagiado pela beleza e serenidade de Bruges. Estão nas vésperas de Natal e os diálogos intensos de ambos vão entrecruzando-se com a visita por Bruges, pelos locais de interesse turístico, as igrejas muito góticas, pelos passeios de gôndola nos seus canais e pela própria história da cidade. Discutem-se os temas opostos da vida e da morte, da validade de ambos como meios que justifiquem atingir determinados fins. Entretanto, a sombra do remorso visita-os, especialmente a Ray. E o argumento deste filme passa a ter contornos polvilhados de algum surrealismo: um anão que participa da filmagem de um filme de arte europeu; as imagens grotescas de alguns quadros que visitam em galerias e museus de arte; as prostitutas de Amesterdão, um ladrão disfarçado de namorado ciumento (que é o próprio realizador deste filme: Martin McDonagh) e um potencial romance entre Ray e Chloe (Clémence Póesy), que também carrega consigo alguns segredos intrigantes. O verdadeiro objectivo da presença de Ray e de Ken em Bruges é revelado e Harry chega à cidade para desencadear uma verdadeira luta entre a vida e a morte de uma série de personagens…tal e qual como se ele próprio fosse um anjo negro gótico. Nesta cena final, recria-se a situação de um dos quadros de Hieronymus Bosch: “O Julgamento Final”, em que o bem e o mal são distribuídos como os elementos certos pelas personagens, e a dor e o sofrimento são o “aqui e agora”, vivenciado por todos, num ambiente mágico e, mais uma vez, surrealista. Parte central do tríptico do Julgamento Final de Bosch

Um filme de acção e comédia negra, com uma realização que vai de encontro ao próprio local das filmagens: muitas das cenas foram transmitidas como se fossem quadros autenticamente vivos de pintores, acompanhando a vida cultural que se respira nesta cidade.
Foi um filme seleccionado e exibido na abertura oficial do Sundance Film Festival e está nomeado para alguns prémios a nível de trailer. Possivelmente só daqui a uns meses é que estreará em Portugal, mas vale a pena não esquecer este título...e quem sabe...visitar, também, Bruges?! Nós ficámos com vontade!
texto por su e taliesin