
sábado, 13 de dezembro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
TRAVEL & ADVENTURE: Castro de Mozinho/ Citânia de Sanfins/ Castro do Monte Padrão/ Cividade do Terroso
Este povoado pode ser inserido na categoria dos oppida, tanto pela sua dimensão como pela sua cronologia, datado da época de Augusto e com um desenvolvimento mais acentuado do mesmo ao longo do século I. Foram recolhidos imensos materiais de cerâmica da Idade do Ferro, cerâmica comum romana de importação, vidros, moedas, joalharia e aras, uma das quais devotada a Júpiter ( o que prova a expressiva romanização deste castro).
A vista, como costuma ser no caso destes povoados, é fabulosa.
A estrutura deste povoado é ordenada por um enorme eixo Norte/ Sul, atravessado por diferentes eixos perpendiculares. Com delimitaçãos de arruamentos lajeados e muros rectangulares, encontramos as casas circulares (com ou sem vestíbulo) e rectangulares. Uma das unidades domésticas encontra-se reconstruída, de modo a dar a compreender melhor ao visitante, como se organizavam estas casas.
Perto do marco geodésico, no ponto mais elevado, subsistem os alicerces de uma capela medieval (dedicada a São Romão) assim como uma necrópole em seu redor.
Sabemos também que a ocupação deste castro remonta ao século IX a.c. e teve uma ocupação romana, através da observação de diversos compartimentos estruturados em torno de pátios centrais. Aliás este castro situava-se muito perto da via romana que ligava o Porto (Cale) à estrada Braga-Mérida.
Novamente na estrada, a caminho de mais um monumento arqueológico, chegámos até à Povoa de Varzim, mais precisamente à localidade de Terroso. A ida até este local era quase obrigatória devido ao facto da história do livro de João Aguiar “ Uma Deusa Na Bruma “ se passar na Cividade de Terroso. Chegados à porta do centro de interpretação da Cividade, apercebemo-nos que o horário de visita estaria a terminar. Por isso visitámos o centro um pouco à pressa para termos tempo suficiente para ver a Cividade.
Mas para nossa surpresa o senhor muito simpático disse que iria fechar o portão mas não existia nenhum problema em ficarmos no interior desde que saísse-mos por um local que ele prontamente nos explicou…é só para alguns!!!!
Com o sol na sua acentuada fase descendente no horizonte a paisagem é belíssima. Com a cidade da Póvoa de Varzim ao fundo, a ver-se o mar e com estas pedras que possuem tanta história, é de ficar num outro mundo, numa outra época, absolutamente de arrepiar.
Caminhando pelo castro verificamos que se organiza através de arruamentos ortogonais, para os quais abriam núcleos familiares. E de facto ao percorrer todos os recantos, tivemos uma sensação muito idêntica, existe algo de “tristeza” na atmosfera que rodeia a Cividade. Provavelmente estas pedras ainda se lembram da passagem em 137 a.c. do exército romano comandados por Décimo Júnio Bruto, o qual deu ordens para incendiar o castro. Embora não exista nenhum prova de alguma batalha neste local, mas foi a partir desta data que as construções se alteraram, vulgarizando-se as plantas rectangulares, a cobertura dos edifícios com telha de tipo romano, a nuclearização das construções e outros indícios de aculturação.
Estando na hora de partir, estava a ficar tarde para ainda viajar até Montalegre, decidimos abalar. Mas pelo caminho ainda parámos num mirador em plena Serra do Gerês e a vista foi alucinante. Num lado o sol a esconder-se, utilizando as montanhas como cortinas e virando o corpo 180º víamos a Lua a nascer…um cenário idílico…um momento único na vida que jamais esqueceremos.
E este foi só o primeiro dia!
Texto de Taliesin e Su
terça-feira, 14 de outubro de 2008
"I CARRY YOUR HEART WITH ME": 11/ 10/ 2008
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate (for you are my fate,my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
ee cummings
(Para ti, meu Taliesin, e para este dia, que será sempre especial...)
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
...100 TEMPO...
...enquanto espero saber esperar que as páginas mudem de direcção...a história que se conta desde há muito tempo vem traduzida por esfinges sem cabeça e mistérios com palavras por dizer...
...enquanto morrem os rios e as lágrimas, e as montanhas e as mãos, e as árvores e os dedos, e os céus e os corpos o tempo pede emprestado a um deus de qualquer tamanho o poder de compra das nossas almas...
...enquanto o fim começa a nascer eu distraio-me com os fios que fogem de mim mesma na constante procura de evolução de qualquer espécie...talvez a minha...
(com as belíssimas imagens de Elton Fernandes)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
...everytime i make a wish with caramel and dreams...
...i read my future at the pages of yesterday...
...of offering me a hand full of nothing...
...blind, BLIND, BLIND, BlInD...
...stuck with the poison of the soul...
...deranGED...
...let me take you down and further down...
...DIVE, DiVe, dive...
...because "HELL is Just Around the Corner"...
...and you have to live with yourself...
...SO TAKE A BITE...domingo, 28 de setembro de 2008
FORA DA PRATELEIRA: O Sangue Divino - vol. III, de Andrea H. Japp
"- Estou habituado a tantas coisas...Ao frio, ao calor, à penúria, à abundância, à chuva e ao deserto, à amizade e ao ódio. E à vida e à morte, também. É que , vê bem, a chuva jamais te parecerá tão bela do que após teres sido atormentado pelo sol do deserto semanas a fio. E o mesmo se aplica a tudo o resto.
- O amor e a amizade jamais nos serão tão inestimáveis do que após termos sentido o ódio, sim, é verdade. Mas a vida? Para a vivermos em pleno não precisamos de conhecer a morte.
- Desilude-te. Trazemos a morte em nós desde que nascemos e sabemo-lo bem. A vida não é senão um empréstimo transitório. É a morte que no-lo concede, mas ela é uma usurária cruel e implacável. Faz-se sempre reembolsar. E é isso que torna a vida tão preciosa. A nossa e a dos outros. Espanto-me sempre que possamos pois exterminá-la ou martirizá-la tão frequentemente e com tanta facilidade - recompõs-se e declarou num tom já mais ligeiro: - Paremos com esta conversa, meu rapaz. Estamos a ficar bem sombrios..."
(in O SANGUE DIVINO, volume III, de Andrea H. Japp, da trilogia: Dama Sem Terra)
Terminei o terceiro volume desta excelente trilogia de mais um romance histórico. Passa-se no início do século XIV a apresenta-se uma França dilacerada por lutas de poder que opõem o rei, a Igreja e a Ordem dos Templários. No meio desse jogo, encontra-se Agnès de Souarcy, uma jovem viúva, e Clément, a criança prodígio. Ambos essência indispensável na resolução das grandes decisões que afectarão o reino e os caminhos da cristandade, e dos mistérios dos assassinatos ocorridos na abadia feminina dos Clairets. A par da intriga desta narrativa, vamos ficando a conhecer os ditos usos e costumes da época, os pratos descritos ao pormenor que faziam parte dos banquetes da corte, os trajes e seus pormenores...entre outras tantas coisas fascinantes pertencentes a este século.
A não perder...assim como é, a não perder, este fantástico tema dos Dead Can Dance: Saltarello, com a apresentação das obras de Norbert Judt:
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
LAVENDER ON FIRE
quando caminho sobre os restos de palavras secas que anunciam a morte das árvores ateio todos os incêndios debaixo dos meus passos que restam como pausas sossegadas entre dois soluços de vida entre dois suspiros de morte entre dois beijos trocados e entre duas lágrimas doces que o sal ficou com a vida E quando passo através desses incêndios apenas a minha sombra resiste à intensidade do tempo que escorre veloz entre cada ruga instalada na minha pele colada na imagem do espelho destacada no passado das fotografias E sempre que a sombra abandona o seu corpo......o que é que acontece?!...
NADA

domingo, 21 de setembro de 2008
TROCA PARA MARCAR
Para a Ana (do blog ANA LOURENÇO), a outra parceira da TROCA PARA MARCAR, elaborei este marcador de colagens:
EIS A LISTA DE LIVROS DA ANA:
Filho de Ninguém, de Michael Seed;
Convite para a Morte, de Agatha Christie;
Queimada Viva, de Souad;
Mutilada, de Kitabu;
Pianista, de Wladyslaw Szpilman;
(É verdade, amiga, o teu marcador para o Shade seguiu. Tiveste notícias dele?!)
OBRIGADO A TODOS PELA PARTICIPAÇÃO! Venham mais trocas!