(in Deuses e Rituais Iniciáticos da Antiga Lusitânia, de Gilberto de Lascariz. Zéfiro.)
Vim em resposta ao desafio de leitura proposto pelo matchbox32. Aqui fica um dos meus excertos preferidos, do livro que estou a ler...ou melhor, mais significativo. Tal como ele fez, passo este desafio para todos os que aqui vierem visitar a Teia. Peguem nos livros que estão a ler e transcrevam um dos vossos excertos preferidos.
quarta-feira, 18 de março de 2009
LUX LUCET IN TENEBRIS
terça-feira, 17 de março de 2009
para ti
da pedra talho a tua imagem
quinta-feira, 12 de março de 2009
TROCA MUSICAL
Nós emolduramos os sentimentos e o dia-a-dia com o peso das nossas palavras e deixamo-las por aqui e por aí, ao sabor dos olhos que as interpretam e as degustam… mas tantas e tantas vezes, ao sabor da banda sonora que lhes oferecemos.
O “desafio” ou a “Troca de Páscoa" que eu sugiro aqui entre os fios desta Teia é uma TROCA MUSICAL. Nós já trocamos marcadores, com e sem regras. E recebemos belíssimas obras de arte (em forma e conteúdo) de uns e de outros, aqui no meio virtual. O que a Teia propõe, desta vez, é MÚSICA!Assim sendo, vamos abrir um prazo de inscrições até dia 20 Março. Dia 21, a Teia encarrega-se do sorteio para agrupar o pessoal em pares (pares esses que irão fazer a troca). A troca terá de ser enviada até à altura da Páscoa, ou seja, antes do dia 9 de Abril. E o conteúdo da troca?
- um cd tipo compilação com temas musicais que, ou costumamos colocar nos nossos blogs, ou que gostaríamos de dar a conhecer à/ao parceira/o, ou simplesmente as nossas músicas preferidas;
- fazer a capa do cd, do mais simples ao criativo (fica ao critério de cada um!), com os nomes das músicas, e a assinatura do “DJ”;
- se quiserem, uns miminhos assim para doce (ou ao gosto de cada um): tipo amêndoas (que é a “fruta” da época), como forma de desejar Boa Páscoa!
As inscrições estão abertas…quem quer começar?!Única semi-regra: levar o desafio para os seus blogs, com o respectivo selo designando a TROCA MUSICAL (primeira foto deste post)!

quarta-feira, 11 de março de 2009
"Mentiras para contar a turistas!"
"O Centro Comercial Colombo não é uma construção tão recente quanto parece. Na verdade, naquele espaço existiu uma grande prisão de Lisboa. Até final dos anos 70 era para ali que iam todos os detidos na Grande Lisboa. A prisão era do exacto tamanho do centro comercial, tanto assim que, no projecto de reconstrução, foi possível manter a estrutura original. Nada tema, caro turista, hoje em dia o espaço é muito agradável para fazer compras."
terça-feira, 3 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
3º Dia de Fuga ao Carnaval!
A primeira paragem foi em Arcos de Valdevez, que fica num vale atravessado pelo rio Vez e reúne as características da paisagem minhota: cenários verdejantes e um património arquitectónico onde sobressai a construção à base de pedra.
Subindo em direcção à fronteira parámos na cidade fortificada de Monção na margem do rio Minho, cenário de muitas batalhas entre os reinos de Portugal e de Castela.
Antes de entrar em território Galego ainda tivemos tempo para visitar alguns locais que antecipadamente planeamos. Embora ainda tivessemos perdido imenso tempo num engarrafamento “animal”, em direcção ao castro de São Caetano.
Tal como sucede nos demais povoados fortificados construídos durante a Idade do Ferro no Noroeste peninsular, o "Castro de São Caetano" ergue-se de forma destacada no cume de uma colina sobranceira ao rib.º de Silvas, no "Lugar de Outeiro", de onde se avista um largo tramo do rio Minho.
Não muito longe deste castro podemos também visitar o castro da nossa Senhora da Assunção. No topo do Monte da Assunção o visitante pode apreciar a paisagem sobre o vale do rio Minho, a Norte, e do rio Mouro, a Este. Pode também observar outros castros como o da Sra. da Graça, Sra. da Vista e mesmo S. Caetano, que no seu conjunto controlavam o curso do Rio Minho e dos seus principais afluentes. É importante referir que neste local foi feito um hiato na viagem para almoçar…e que almoço com esta paisagem. Mais uma vez um local devotado ao abandono, com a vegetação a cobrir as ruínas e de novo outra igreja e cruzeiros a tentar “santificar” nesciamente um local de forte presença pagã.
Como ainda nos restava algum tempo, decidimos visitar a aldeia quase perdida na serra da Peneda, Castro Laboreiro, particularmente o seu castelo que foi mandado edificar por D. Dinis e infelizmente, arruinado e parcialmente desmontado no século XIX. Mas mesmo assim vale a pena a sua visita. Não podemos esquecer de mencionar o cheirinho a comida da boa que povoava a aldeia, em especial o pão de broa de milho a chamar a atenção.
Com o sol em direcção descendente fomos então ao território Galego. As coincidências que existem entre este território autónomo de Espanha e o Norte de Portugal, não nos surpreendem devido, essencialmente, às afinidades culturais e linguísticas. De facto não se verifica qualquer diferença, entre os tradicionalismos galaico e luso, sobretudo na zona minhota, que fazia parte da Galécia Romana. A direcção da viagem era o monumental Castro de San Cibrao De Las, em San Amaro, perto da cidade de Ourense.
Implatado num ligar dominante, este castro é representativo dos grandes povoados da ultima fase da cultura castreja. Foi iniciado a sua construção do primeiro sec. I A.C. e abandonado no sec II D.C. Nesta etapa alguns castros alcançaram um enorme desenvolvimento urbanístico com a chegado dos romanos, de tal modo que muitos eram uma espécie de cidade e de lugares centrais de um lugar amplo (qualidade de distrito).
Um desses lugares centrais era A Cidade de San Cibrao de Lás, conhecida nesse tempo como Lansbricae. Esta informação foi encontrada por arqueólogos numa ara romana e assim era conhecido o nome deste enorme assentamento. Existe também um outro pormenor curioso neste castro, segundo vários autores existe gravado numa pedra algures no castro uma inscrição clara e concisa: IOVI, que faz sem duvida referência ao Deus greco-romano Júpiter, quem se dedicou a construção deste monumento grandioso. Mas infelizmente a procura dessa tal inscrição não deu bons resultados…fica para uma próxima tentativa, e com o Sol a esconder-se por detrás da montanha, estava na hora de regressar a Portugal.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
2º dia de fuga ao CARNAVAL!
Partimos, de seguida para o próximo destino: Cividade de Âncora, no limite entre os concelhos de Viana do Castelo e Caminha. Há boas indicações até chegarmos ao Lugar da Laje, contudo no próprio sítio em si, o pouco que há é extremamente confuso e andámos às voltas sem conseguir localizar o sítio. Por sorte, lá encontramos a rua com o nome de cividade e começamos a subida ao monte. Também não foi fácil este caminho. E não falo só em questões de topografia. Não existem indicações e perante alguns cruzamentos deixávamos o instinto decidir por nós.
De volta à estrada, passando pelo rio Coura encontramos alguns pontos de paragem extremamente belos como este:
Chegámos, a seguir, ao Castro de Cossourado, no Forte da Cidade, freguesia do Cossourado (perto de Paredes de Coura). No topo do monte podemos observar duas reconstruções habitacionais (uma redonda e outra rectangular), e à sua volta as escavações organizadas de mais umas quantas casas de tamanho e planta irregulares.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Primeiro dia de fuga ao Carnaval!
Carnaval fora, na Quinta da Prova (turismo rural)...recebidos com toda a simpatia do povo minhoto, aqui mesmo à beira da Ponte da Barca...e com um bolo típico, acabadinho de fazer simplesmente delicioso! 
...e amanhã há mais!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Ontem adormeci sobre uma almofada de pesadelos e quando acordei ainda estava sobre ela. De nada valeram as páginas agradáveis das vidas dos outros, em que tudo o que parece só acontecer a eles serve de lenitivo para as nossas próprias mágoas. Entre cada vírgula ou cada ponto final espreitava o caos do dia a seguir… e de mais outro, e mais outro e por aí fora.
Ontem usei chapéu e gabardine enquanto caminhava sob uma intempérie de sobressaltos, pequenos tornados sísmicos que partiam de dentro de mim. Tempestades anatómicas de passos lentos ao mesmo tempo que o quotidiano assumia velocidades fora de série. Fiquei parada a meio da passadeira mesmo com o sinal vermelho para mim.
Ontem enquanto acordava no início do dia morria um pouco mais relativamente ao amanhã. Parece que fazia sol lá fora e a pele que envergo arrepiava-se de deleite em choque com a tormenta nascida dentro de mim. Estava presa ao medo de saber que o Agora, de então, era o único momento que conhecia.
Ontem vivi ao contrário deitando os ramos às raízes e fazendo nascer de mim os frutos debaixo de terra. Risquei o céu que me devorava em palavras com formas de grades e de chaves…sem fechaduras. A inutilidade de conhecer-se as soluções é a doença dos que não querem agir.
E hoje, quando acordei, ainda estava plantada ali.
...elipse...