quinta-feira, 17 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
...havia um viajante que caminhava só à beira da estrada, no limite entre o passeio e o concreto, entre a loucura e a razão...de rosto virado para baixo, caminhava e só parava para apanhar as pedras que encontrava na linha do seu caminho...o saco que transportava pesava mais do que todos os seus pensamentos e as dores atrozes que lhe curvavam a coluna deixavam a sua angústia de rastos...um dia, quando deixou de olhar para o chão saiu da beira da estrada parou no passeio caíram-lhe as pedras no chão e as suas pernas tornaram-se raízes enquanto o seu pensamento floresceu...tinha descoberto o sol...
terça-feira, 8 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
"Se tu queres um amigo,
cativa-me!
Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe
de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A
linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto ...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo,
às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for
chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada:
descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a
hora de preparar o coração ... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, É o que faz com que um
dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas."
...do eterno livro O Principezinho...
cativa-me!
Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe
de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A
linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto ...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo,
às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for
chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada:
descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a
hora de preparar o coração ... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, É o que faz com que um
dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas."
...do eterno livro O Principezinho...
Hoje adormeci sobre a noite envolvendo-me nos sonhos aos quais não tenho direito e tapei-me com a miséria de uma alma arruinada. Por dentro, os pássaros dos céus negros caem mortos nos extremos do arco-íris...é que a chuva sem fim, mesmo não parando, deixava entrever o sol fulminante para todos os Ícaros ambiciosos que cruzavam esses mesmos céus.
Hoje, quando adormeci, os sonhos aos quais não tenho direito choraram tempos infinitos as lembranças do porvir e moldaram os seus corpos efémeros aos seus gémeos de oposição, os pesadelos, tornando-se o mesmo barro informe moldado por mãos omnipotentes e cruéis, dispostas a atirar esses sonhos ao chão que todos pisam.
Hoje, não adormeci, pois o meu corpo, apesar de deitado, tinha os olhos abertos para a suposta alma e as luzes amareladas que se acendiam mostraram os cantos arruinados dessa casa que já fora, outrora, uma casa de bonecas.
Hoje, se adormeci, não dei conta que as horas marcaram o seu percurso pois os minutos e os segundos deixaram tatuagens na minha pele, deixaram marcas a ferro e fogo demorado, enquanto queimava o tempo numa caixa de fósforos.
Hoje vou adormecer mais uma noite nas mãos do destino que se chama Eu e vou deixar o meu coração nas mãos a quem pertence...se o amarrotar e deitar fora, tanto me faz, não precisarei dele...se o guardar e acarinhar, tudo me fará, pois será o motivo pelo qual o sono chegará descansado como se fosse uma pequena princesa.
Hoje, quando adormeci, os sonhos aos quais não tenho direito choraram tempos infinitos as lembranças do porvir e moldaram os seus corpos efémeros aos seus gémeos de oposição, os pesadelos, tornando-se o mesmo barro informe moldado por mãos omnipotentes e cruéis, dispostas a atirar esses sonhos ao chão que todos pisam.
Hoje, não adormeci, pois o meu corpo, apesar de deitado, tinha os olhos abertos para a suposta alma e as luzes amareladas que se acendiam mostraram os cantos arruinados dessa casa que já fora, outrora, uma casa de bonecas.
Hoje, se adormeci, não dei conta que as horas marcaram o seu percurso pois os minutos e os segundos deixaram tatuagens na minha pele, deixaram marcas a ferro e fogo demorado, enquanto queimava o tempo numa caixa de fósforos.
Hoje vou adormecer mais uma noite nas mãos do destino que se chama Eu e vou deixar o meu coração nas mãos a quem pertence...se o amarrotar e deitar fora, tanto me faz, não precisarei dele...se o guardar e acarinhar, tudo me fará, pois será o motivo pelo qual o sono chegará descansado como se fosse uma pequena princesa.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
São as cortinas que anunciam o final do espectáculo e os aplausos encerram mais um dia de vitória sobre a vida. A sobrevivência em estado latente aproxima-se das saídas de emergência que fogem, divergentes, para longe daqui.
Enquanto houver um palco em cima desta vida, a peça será sempre a mesma...só quero encontrar as escadas e descer até ao público e observar a vida passar de outra forma.
E que os aplausos sejam meus.
Enquanto houver um palco em cima desta vida, a peça será sempre a mesma...só quero encontrar as escadas e descer até ao público e observar a vida passar de outra forma.
E que os aplausos sejam meus.
sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Mini pseudo-crónica de fim-de-semana.
Gostava de saber como adormecem os "nossos" políticos, à noite, ou de madrugada, ou de manhã, ou de tarde, ou seja lá quando for que se deitam...pois adormecidos creio que o andam desde há muitos anos. A sério...gostava de saber se o peso das suas ações corresponde ao peso que deixa a marca na almofada ao outro dia quando acordam...porque deixam marca de cada vez que se levantam decisões no nosso país; pobre almofada, tão cedo não trocada ou lavada.
Em toda a minha inocência e "leiguice" nos assuntos de política, compreendo que governar um país seja um caso extremamente complicado e árduo, mesmo que este nosso país à beira-mar plantado seja apenas um retângulozinho no final (ou no início, dependendo da perspetiva de quem entra!) da Europa. Acredito que as suas mangas, das suas camisas Armani, e afins, seja arregaçadas nas duras reuniões e Consílios de pseudo-deuses menores, e algumas bagadas de suor desfaçam a máscara de serena descontração, semi-rosa, semi-laranja, semi-indefinida.
Lamento imenso que os nossos políticos, por sua vez, também se lamentem dos seus magros ordenados, porque como o exemplo vem de cima, nós que também sofremos do mesmo mal ("ligeiramente" agravado umas centenas de vezes "para baixo"), acabamos por ter que nos lamentar e esta "pescadinha de rabo na boca" não termina a não ser com o rótulo de pieguices.
O nosso país passa a imagem de lenço (não dos namorados, que está aí quase a bater à porta no seu dia altamente americanizado) de assoar e de limpar as eternas lágrimas à custa do esforço de apertar o cinto.
Compreendo que os Bancos tenham de ser auxiliados, em termos de verbas financeiras, pois são eles que guardam os nossos parcos haveres e, supostamente, por sua vez, auxiliam os que mais precisam em horas de aperto, qual Robin dos Bosques engravatado. Compreendo que existam imensas instituições e fundações com o eterno apoio do Estado (Estado esse que reconhece não saber, na verdade, a totalidade dessas mesmas fundações para quem dá dinheiros públicos...entenda-se...o nosso!) pois cheia de boa vontade está o ser humano na defesa das suas causas, nem que seja a da piscina maior na vivenda, a frota de carros novo marca "xpto" e "job`s for the boys".
Sofro imenso com o sofrimento com que este governo se auto-promove no seu pedido de ajuda ao povo que já não tem mais nada para oferecer, para além do suor das suas camisas compradas, provavelmente, nas feiras aos fins-de-semana (enquanto ainda existirem fins-de-semana para comprar camisas e outros acessórios).
Os nossos administradores são um exemplo de ingenuidade perante outros assistentes do governo de outros países europeus que mandam os sem-abrigo ficarem em casa. Nós ainda temos, de facto, as casas, mas as tabuletas de "Vende-se" e "Aluga-se" prolifera, por todo o lado, a olhos vistos, de cada vez que se põe o nariz fora de casa, enfrentando o frio siberiano que parece congelar tudo, até o nosso poder de lucidez das coisas.
Pode haver quem pense que eu estou a ser irónica com estas minhas palavras (moi?!)...mas a verdade, é que amanhã vou estar em Lisboa na manifestação para dar voz ao grito do povo.
Em toda a minha inocência e "leiguice" nos assuntos de política, compreendo que governar um país seja um caso extremamente complicado e árduo, mesmo que este nosso país à beira-mar plantado seja apenas um retângulozinho no final (ou no início, dependendo da perspetiva de quem entra!) da Europa. Acredito que as suas mangas, das suas camisas Armani, e afins, seja arregaçadas nas duras reuniões e Consílios de pseudo-deuses menores, e algumas bagadas de suor desfaçam a máscara de serena descontração, semi-rosa, semi-laranja, semi-indefinida.
Lamento imenso que os nossos políticos, por sua vez, também se lamentem dos seus magros ordenados, porque como o exemplo vem de cima, nós que também sofremos do mesmo mal ("ligeiramente" agravado umas centenas de vezes "para baixo"), acabamos por ter que nos lamentar e esta "pescadinha de rabo na boca" não termina a não ser com o rótulo de pieguices.
O nosso país passa a imagem de lenço (não dos namorados, que está aí quase a bater à porta no seu dia altamente americanizado) de assoar e de limpar as eternas lágrimas à custa do esforço de apertar o cinto.
Compreendo que os Bancos tenham de ser auxiliados, em termos de verbas financeiras, pois são eles que guardam os nossos parcos haveres e, supostamente, por sua vez, auxiliam os que mais precisam em horas de aperto, qual Robin dos Bosques engravatado. Compreendo que existam imensas instituições e fundações com o eterno apoio do Estado (Estado esse que reconhece não saber, na verdade, a totalidade dessas mesmas fundações para quem dá dinheiros públicos...entenda-se...o nosso!) pois cheia de boa vontade está o ser humano na defesa das suas causas, nem que seja a da piscina maior na vivenda, a frota de carros novo marca "xpto" e "job`s for the boys".
Sofro imenso com o sofrimento com que este governo se auto-promove no seu pedido de ajuda ao povo que já não tem mais nada para oferecer, para além do suor das suas camisas compradas, provavelmente, nas feiras aos fins-de-semana (enquanto ainda existirem fins-de-semana para comprar camisas e outros acessórios).
Os nossos administradores são um exemplo de ingenuidade perante outros assistentes do governo de outros países europeus que mandam os sem-abrigo ficarem em casa. Nós ainda temos, de facto, as casas, mas as tabuletas de "Vende-se" e "Aluga-se" prolifera, por todo o lado, a olhos vistos, de cada vez que se põe o nariz fora de casa, enfrentando o frio siberiano que parece congelar tudo, até o nosso poder de lucidez das coisas.
Pode haver quem pense que eu estou a ser irónica com estas minhas palavras (moi?!)...mas a verdade, é que amanhã vou estar em Lisboa na manifestação para dar voz ao grito do povo.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011

…não tenho horas para cortar a vida em fatias prontas a servir pois faço jejum do Tempo em doses pequenas e espartilhadas ao longo da existência que me deixa sem controlo dos dados do destino no acto da apanha quando são os deuses quem os lançam inadvertidamente sobre as almas e os corpos dos mortais…
terça-feira, 6 de setembro de 2011

Moro ao lado da porta da razão
debaixo das escadas do coração
e quando quero sair porta fora
o corpo corre mais do que a alma
não descanso no outro lado da rua
e quando olho para a minha janela
vejo-me de novo a olhar para mim mesma
como reflexo partido de um velho espelho
não sei se atravesse
não sei se espere um sinal
que deus seja o semáforo providente
que brinca com a nossa loucura
e o diabo o polícia sinaleiro
que nos fecha os olhos e obriga a avançar
debaixo das escadas do coração
e quando quero sair porta fora
o corpo corre mais do que a alma
não descanso no outro lado da rua
e quando olho para a minha janela
vejo-me de novo a olhar para mim mesma
como reflexo partido de um velho espelho
não sei se atravesse
não sei se espere um sinal
que deus seja o semáforo providente
que brinca com a nossa loucura
e o diabo o polícia sinaleiro
que nos fecha os olhos e obriga a avançar
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