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domingo, 19 de dezembro de 2010

...vou escrever-te uma carta a dizer-te tudo aquilo que não sei e que nunca soube porque à medida que for sentindo a matéria do papel sei que as palavras acabarão por me nascer de dentro para fora e mergulharão nos lagos de tinta negra nos quais mergulho os traços de alma, os poucos que ainda me restam e que ainda me sabem a alguma coisa...
...vou escolher as letras, as palavras, as frases, os parágrafos, o texto, em suma, e escolherei de dentro do cesto revolto da minha mente, como se escolhem os melhores frutos numa tarde de sol de um piquenique qualquer à beira-mar ou à beira-rio, sendo que a única água que corre é aquela que se deita sobre os leitos da Terra e não aquela que rasga a pele do rosto...
...vou desenhar nos cantos do papel, nos restos de espaço do papel, nos finais de linhas e entrelinhas, os momentos embrulhados em fitas-de-sonho que depositamos debaixo de uma antiga árvore de Natal num passado qualquer, e os quais desembrulhámos com sabor a promessas e a algodão-doce...
...vou escrever...
...e depois vou rasgar...

6 comentários:

Mel de Carvalho disse...

Querida Su,
tudo o que possas escrever, ainda que rasgado, perdurará em ti, porque de ti proveio.

Vim abraçar-te. Vives no meu coração.
Boas Festas, o melhor...

Beijo
Mel

su disse...

Olá, saudosa amiga.
Realmente GRANDES SAUDADES tuas. Que bom que passaste por aqui.
Obrigado pelas palavras.
O melhor para ti também, linda...
Bjs tamanho XL.

Teté disse...

Só não percebo porque é que rasgas, quando a tua carta estava cheia de emoções, sabores e cheiros partilhados... :)

Beijocas, Su!

su disse...

...talvez porque a sua finalidade fosse apenas a de exorcizar coisas e não ter um destinatário em específico...
Bjs XL!

Filipe Oliveira disse...

Paz, Saúde e Amor.
Um ano de 2011 cheio de desafios concretizados.

su disse...

Obrigado Filipe.
Igualmente. Tudo de bom para ti e um excelente 2011!! Beijinhos.